TRE-BA desmente Eduardo Bolsonaro após acusação de fraude eleitoral: “Informação falsa”

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O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) rebateu a afirmação feita pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro de que mesários teriam votado após as 17h nas eleições de 2022 para substituir eleitores ausentes. A Corte classificou a alegação como falsa e ressaltou a robustez dos mecanismos de fiscalização e controle do processo eleitoral na Bahia.

Em nota publicada neste sábado (25), o TRE-BA detalhou que os mesários são cuidadosamente convocados e treinados pela Justiça Eleitoral. A atuação deles ocorre sob supervisão de fiscais de partidos políticos e de outras pessoas da sociedade civil, o que, segundo a Justiça, contribui para coibir irregularidades durante o pleito.

A Justiça Eleitoral também explicou que existe um protocolo específico para impedir que desfechos não autorizados ocorram. Segundo o TRE-BA, o protocolo impede que qualquer desarranjo seja feito com a substituição de eleitores ausentes no momento da deposição dos votos, fortalecendo a integridade do processo.

Sobre as regras de identificação, a nota cita que, quando a leitura biométrica não é reconhecida pela urna, o voto pode ser habilitado por meio da verificação do ano de nascimento do eleitor, e não pelo leitor biométrico do terminal do mesário. A corte afirmou ainda que não há qualquer possibilidade de mesários votarem no lugar de eleitores, destacando que o processo é seguro, auditável e transparente, e incentivando a população a verificar informações antes de compartilhar conteúdos que possam desinformar.

Na defesa das suas acusações durante entrevista a uma rádio de linha bolsonarista, Eduardo Bolsonaro mencionou indícios de irregularidades na apuração de votos provenientes da Bahia e sugeriu que mesários poderiam votar em substituição aos eleitores ausentes. Ele citou, entre outros pontos, o horário de inserção de votos na totalização como um possível indicativo de fraude, afirmando que certos mesários estariam se repetindo ao longo de diferentes eleições e, supostamente, se reuniriam para digitar números várias vezes para votar pelos ausentes presentes.

O TRE-BA respondeu destacando que o sistema eleitoral brasileiro é seguro, auditável e transparente, com mecanismos de fiscalização rigorosos durante todo o processo. A Corte reiterou ainda a importância de checar informações antes de divulgá-las, para evitar que desinformação se espalhe entre moradores e leitores de toda a região.

Este episódio reforça a necessidade de leitura atenta de declarações e de checagem de fatos nas redes. Enquanto a Justiça Neontraliza boatos e afirma a integridade do sistema, a região acompanha com atenção as ações de fiscalização e a qualidade das informações que circulam entre a população, reforçando o compromisso com a democracia.

Convidamos você, morador, a deixar sua opinião nos comentários: o que você acha sobre a comunicação entre autoridades e a sociedade no tema de eleições? Como você avalia a confiabilidade das informações que lê online? Compartilhe seus pensamentos para juntos entendermos melhor como proteger a democracia da desinformação.

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