Trump usa ataque a jantar da imprensa para defender seu projeto de salão ultrassecreto na Casa Branca
Washington – o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aproveitou o episódio de sábado para reforçar, de forma controversa, uma de suas apostas políticas: a construção de um salão de baile ultrassecreto de uso militar, localizado sob a Casa Branca. A defesa veio à tona enquanto, na noite de sábado, um homem armado tentou invadir o jantar anual da imprensa, realizado no hotel Washington Hilton, a poucas quadras da residência oficial.
Segundo relatos, os disparos ocorreram durante o evento, que reunia o presidente, a primeira-dama, membros do governo e centenas de jornalistas. O Serviço Secreto deteve o agressor sem que o incidente resultasse em ferimentos graves. A polícia e autoridades de segurança investigam as motivações e o contexto do ataque, que ganhou repercussão internacional e reacendeu debates sobre segurança em eventos presidenciais na capital.
Em sua postagem na plataforma Truth Social, Trump afirmou que “este incidente nunca teria acontecido no salão de baile ultrassecreto de uso militar que está atualmente em construção na Casa Branca”. A declaração foi usada para sustentar a narrativa de que o espaço subterrâneo, ainda em obras, poderia oferecer maior proteção e logística para grandes recepções estatais e privadas.
Quanto ao projeto, o orçamento para o salão já passou de US$ 200 milhões, segundo cálculos iniciais, para estimativas que chegam a US$ 400 milhões. A obra é financiada por doações privadas, conforme informações de fontes em Washington. O espaço seria capaz de receber até mil pessoas em recepções e jantares de gala, ampliando o conceito de infraestrutura para eventos oficiais e pessoais ligados ao mandatário.
Em outubro de 2025, Trump ordenou a demolição de uma ala da Casa Branca para abrir espaço ao salão, utilizado como abrigo para o que está sendo construído abaixo. A ideia, contudo, enfrentou entraves legais: um juiz federal suspendeu a construção em certo momento, mantendo em aberto a discussão sobre a viabilidade, o custo e a justificativa de um projeto tão audacioso próximo à residência presidencial.
O jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, tradicionalmente realizado no Washington Hilton, fica a poucos quarteirões do Palácio. O episódio de sábado, descrito como privado pela agenda oficial, levou aliados políticos de Trump a defender o empreendimento, enquanto críticos questionam a prioridade de investimentos em uma cidade com outras demandas de infraestrutura e segurança pública.
As informações sobre o caso, incluindo detalhes sobre o confronto e a evolução do projeto, são acompanhadas por agências internacionais, com relatos que destacam o caráter polêmico de associar segurança, gastos públicos e uma obra com forte potencial político. A narrativa ganha novos contornos diante do histórico da região, que já registrou momentos marcantes, como o ataque de 1981, quando a retirada da própria via em frente ao hotel Washington Hilton marcou época na história de segurança de lideranças.
À medida que o governo avança com análises legais e estratégicas sobre o salão, a comunidade política acompanha de perto a construção, os custos e as decisões judiciais que podem redefinir o cronograma. O tema vai além de um espaço para eventos: toca em questões de transparência, financiamento privado e uso de estruturas sob responsabilidade da administração federal.
Qual a sua leitura sobre esse projeto? Você acredita que vale a pena investir recursos substanciais em um salão subterrâneo próximo à Casa Branca, considerando custos, segurança e prioridades da cidade? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre como grandes obras públicas moldam a capital e a percepção da população.

