Governo faz mudanças na CCJ, retira Sérgio Moro e alcança votação favorável à indicação de Jorge Messias

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Resumo rápido: O governo federal está movendo peças na CCJ do Senado para viabilizar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Em uma jogada que pode ter grande impacto, Sérgio Moro deixou a CCJ e foi substituído por Renan Filho, ex-ministro dos Transportes. A expectativa, segundo cálculo oficial, é chegar a 16 votos favoráveis na votação. Moro reagiu, afirmando que a manobra expõe a insegurança presidencial quanto à aprovação de Messias tanto na CCJ quanto no plenário.

Mudanças na CCJ e no bloco de apoio Uma das mudanças ocorreu com a saída de Sérgio Moro da CCJ. A justificativa repetida foi a transferência de Moro do União Brasil para o PL, o que o deixou fora do Bloco Parlamentar Democracia, majoritário na comissão. Em postagem nas redes sociais, Moro criticou a substituição, dizendo que a manobra revela que o Palácio do Planalto não tem garantia de aprovação de Messias nem na CCJ nem no plenário.

Nova composição na CCJ e no bloco resistente Além disso, para o lugar de Moro na CCJ foi indicado o senador Renan Filho (MDB-AL), ex-ministro dos Transportes. Outra mudança aconteceu no Bloco Resistência Parlamentar Democrática, que reúne PSB e PSD, com a troca do senador Cid Gomes (PSB-CE) pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA).

O cenário de votos Com essas alterações, as lideranças do governo contam com 16 votos favoráveis à indicação de Messias para o STF. Nos cálculos oficiais, a distribuição dos apoios ficaria da seguinte forma:

A favor Eduardo Braga (MDB-AM), Renan Calheiros (MDB-AL), Jader Barbalho (MDB-PA), Veneziano Vital do Rego (MDB-PB), Renan Filho (MDB-AL), Soraya Thronicke (PSB-MS), Otto Alencar (PSD-BA), Omar Aziz (PSD-AM), Eliziane Gama (PSD-MA), Rodrigo Pacheco (PSB-MG), Ana Paula Lobato (PSB-MA), Rogério Carvalho (PT-SE), Fabiano Contarato (PT-ES), Camilo Santana (PT-CE), Weverton (PDT-MA) e Ciro Nogueira (PP-PI).

Contra Carlos Portinho (PL-RJ), Eduardo Girão (Novo-CE), Magno Malta (PL-ES), Marcos Rogério (PL-RO), Rogério Marinho (PL-RN), Esperidião Amin (PP-SC), Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

Indefinidos Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Professora Dorinha Seabra (União-TO) e Jayme Campos (União-MT).

Os desdobramentos indicam que o plenário continuará sendo o principal palco para confirmar ou não a indicação de Messias. Trata-se de uma combinação de negociações entre bancadas, lealdades e cálculos de apoio que costumam definir o ritmo dessas pautas. A leitura é de que o governo trabalha para ampliar os votos favoráveis, mas não há garantia de que as mensagens de bastidores se convertam em votos até a hora da votação.

A situação expõe o delicado equilíbrio entre Executivo e Legislativo, com o governo buscando consolidar uma base estável para confirmar Messias no STF. Ao mesmo tempo, a oposição avalia os cenários e pode explorar eventuais fissuras dentro das lideranças para frear o avance da indicação. Em meio a esse jogo, parlamentares seguem avaliando impactos institucionais, cargos e posicionamentos que moldam o futuro do Judiciário e do próprio governo.

Como você vê essa operação de artimanhas políticas? Acredita que as mudanças na CCJ fortalecem ou fragilizam a trajetória de Messias rumo ao STF? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe com quem acompanha os desdobramentos do Senado.

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