Instituto é acusado de “encomendar” pesquisa eleitoral irregularmente para emissora; dono já foi acusado de estelionato 

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Título: Record TV nega irregularidade em pesquisa eleitoral e aponta medidas legais; TSE registra cinco levantamentos para 2026, apenas um com abrangência na Bahia

A Record TV informou ao público que não solicitou, não contratou nem autorizou a Data Povo Instituto de Pesquisa Marketing e Consultoria Ltda. a realizar qualquer pesquisa eleitoral em nome da emissora. A emissora também afirmou que adotará as medidas cabíveis na esfera judicial e eleitoral para apurar o caso e coibir o uso indevido da marca Record TV.

A Record TV destacou, ainda, que já ingressou com ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para apurar os fatos e responsabilizar quem tenha utilizado, sem autorização, o nome da emissora. O objetivo, segundo a nota publicada, é impedir qualquer divulgação de pesquisas associadas indevidamente à marca Record TV e tomar providências legais pertinentes.

Segundo levantamento feito pelo Bahia Notícias na base de transparência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Data Povo registrou cinco pesquisas para as eleições gerais de 2026. Dentre elas, apenas uma tem abrangência na Bahia e está identificada como encomendada pela TV Record.

Captura de tela do registro da pesquisa eleitoral publicada pelo Data Povo no TSE

Captura de tela do registro da pesquisa eleitoral publicada pelo Data Povo no TSE

O comunicado da Record TV trouxe ainda informações sobre o consórcio Data Povo, apontando que o CNPJ permanece ativo, sob a responsabilidade de Laécio da Costa Figueiredo. Este empresário também aparece como sócio de outras duas empresas citadas no material: Africa Contabilidade e Consultoria (inativa) e Kat Maquinas Ltda (com registro ativo). Em 2017, o empresário foi preso sob acusações de movimentar mais de R$ 3 milhões em golpes no Distrito Federal, atuando como importador de mercadorias, alugando imóveis com documentos falsos e vendendo-os, conforme reportagem publicada pela Metrópoles.

Foto: Reprodução/Revista Foco

Foto: Reprodução / Revista Foco

Não há, até o momento, informações públicas sobre o status judicial atual do empresário. A Record TV incluiu no material a íntegra da sua nota, na qual reitera que não solicitou nem contratou a Data Povo para nenhuma pesquisa em seu nome e reforça que seguirá tomando as medidas cabíveis para coibir o uso indevido do nome da emissora.

A nota completa reforça que, diante da utilização indevida do nome da Record TV, já houve a adoção de medidas legais cabíveis e o encaminhamento de providências administrativas para impedir novas ocorrências. A Record TV também afirma que continuará acompanhando o caso e responsabilizando quem utilize a marca sem autorização, conforme a legislação vigente.

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Se você acompanhou os desdobramentos do caso, compartilhe sua leitura nos comentários: você acredita na necessidade de medidas legais rápidas para coibir uso indevido de nomes de emissoras ou acha que esse tipo de situação exige apuração mais ampla e cuidadosa?

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