Lagartas Lonomia no Lago Sul mobilizam SES-DF e Butantan; alerta para a prevenção e os cuidados no DF
Resumo: A Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do Distrito Federal recolheu lagartas do gênero Lonomia em uma residência no Lago Sul. As insetas foram encaminhadas ao Instituto Butantan, em São Paulo, para a produção do soro antilonômico SALon, antídoto específico contra esse tipo de envenenamento. No DF, o tema faz parte de um panorama de ocorrências que já começou em 2018. Em 2024, foram registrados 4.012 acidentes com animais peçonhentos na região, com cerca de 1% envolvendo lagartas; entre esses, apenas três casos exigiram soroterapia.
A ocorrência foi registrada após o morador identificar os animais em uma área verde próxima de casa e acionar a Vigilância Ambiental. Em poucas horas, as lagartas foram recolhidas e enviadas para a produção do soro antilonômico SALon, utilizado para tratar envenenamentos pela Lonomia.
Segundo a SES-DF, o Distrito Federal registrou as primeiras ocorrências com lagartas do gênero Lonomia em 2018. Em 2024, foram contabilizados 4.012 acidentes com animais peçonhentos na região, com cerca de 1% relacionados a essa espécie. Do total de casos envolvendo as lagartas no período, apenas três exigiram soroterapia.
“Um acidente vai acontecer, então o serviço de saúde precisa ter sempre o soro disponível. Ao mesmo tempo em que ela é o problema, é a solução”, explica o biólogo Israel Moreira.
O órgão reforça que a coleta é essencial para a produção do soro, já que as lagartas são a matéria-prima do antídoto. “O processo envolve a extração das toxinas presentes nas cerdas do animal, que não pode ser mantido em cativeiro como outros peçonhentos, o que exige reposição constante da espécie”, completa o especialista.
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Sintomas
Os acidentes com lagartas costumam ocorrer pelo contato direto com o animal. As cerdas pontiagudas agem como mecanismo de defesa e injetam o veneno na pele. A dor costuma ser intensa e pode se espalhar para outras áreas do corpo.
Manifestações locais
- Dor imediata com sensação de queimação
- Vermelhidão (eritema) e inchaço (edema) no local
- Pequenos pontos avermelhados nas áreas de inoculação das cerdas
- Dor em linfonodos próximos
- Em casos mais raros: bolhas e lesões superficiais na pele
- Geralmente, os sintomas locais regridem em até 24 horas
Manifestações sistêmicas
- Surgem horas após o contato, mesmo com melhora da dor local
- Sintomas inespecíficos: dor de cabeça, mal-estar, náuseas e dor abdominal
- Sinais hemorrágicos: sangramento gengival, manchas roxas espontâneas ou após traumas, sangramento nasal
- Em casos graves: presença de sangue na urina, vômito ou escarro
- Complicações severas podem incluir insuficiência renal aguda e hemorragia intracraniana
Recomendações
As lagartas costumam se camuflar em troncos de árvores e plantas, o que dificulta a identificação. Sinais como folhas comidas e acúmulo de fezes podem indicar a presença do animal. A orientação é observar o ambiente com atenção antes de tocar em vegetação e usar luvas em atividades ao ar livre.
A Vigilância Ambiental reforça que o apoio da população é fundamental para a identificação e recolhimento seguro desses animais. Já as fases da vida das mariposas — ovos, pupas e adultos — não oferecem risco direto e desempenham papel importante no equilíbrio ecológico.
Em caso de suspeita ou acidente, a orientação é procurar o serviço de saúde mais próximo e acionar o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox).
Encerramento e participação: manter a vigilância ambiental ativa ajuda a reduzir riscos para moradores da cidade. Compartilhe suas dúvidas, experiências e dicas nos comentários para que possamos fortalecer, juntos, as ações de prevenção e de resposta a emergências com lagartas e outros animais peçonhentos.
Você tem experiência com situações de contato com lagartas ou dúvidas sobre como agir em casos assim? Deixe seu comentário abaixo para iniciarmos uma conversa útil e aberta sobre segurança, prevenção e o papel da comunidade na defesa da saúde na região.

