Autoridades mexicanas prenderam Audias Flores Silva, um dos aliados mais próximos de Nemesio Oseguera, o “El Mencho”, chefe do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), durante uma operação com participação de centenas de militares em Nayarit, limítrofe com Jalisco. A captura, divulgada nesta segunda-feira, elevou a tensão na região e levou as forças locais a pedirem que moradores permaneçam em casa diante da possibilidade de novos bloqueios e confrontos. Dados oficiais mostram que os Estados Unidos ofereciam recompensa de US$ 5 milhões pela captura de Flores Silva, considerado um braço direito de Oseguera e figura central na negociação de alianças do CJNG com outras facções.
Durante a ação, Flores Silva tentou fugir por um sistema de drenagem, mas foi preso pela força de segurança. A operação ocorreu no estado de Nayarit, próximo a Jalisco, região estratégica para o cartel, que buscar manter o controle sobre rotas de tráfico e operações criminosas na região.
O perfil de Flores Silva é associado a uma rede de laboratórios de metanfetaminas em Jalisco e no estado vizinho de Zacatecas. Segundo autoridades, ele chefiava operações de produção e tinha passado cinco anos detido nos Estados Unidos, sendo libertado em 2016. A divulgação oficial também aponta que ele desempenhava funções de negociação em nome do CJNG e estaria envolvido em propostas de aliança com Los Chapitos, facção ligada ao Cartel de Sinaloa comandada pelos herdeiros de Joaquín Guzmán.
A morte de El Mencho é mencionada pela documentação associada à operação. Segundo informações divulgadas, Nemesio Oseguera, fundador do CJNG, morreu em fevereiro após ter sido ferido durante ações militares, o que levou a um motim entre membros da organização que queimaram veículos para bloquear vias em diversas regiões. A divulgação enfatiza a redução de liderança do CJNG, apesar de o grupo manter forças e influência significativas no país.
Além da captura de Flores Silva, as autoridades destacam que o CJNG manteve, sob liderança de Oseguera até a sua morte relatada, uma presença agressiva e violenta em várias prisões, com estratégias de intimidação para ditar o ritmo de confrontos com as forças de segurança. O governo brasileiro e outras autoridades estrangeiras monitoram de perto a evolução da operação, uma vez que a captura de figuras-chave pode alterar a dinâmica do narcotráfico na região norte do México.
As informações oficiais reforçam a importância de esforços conjuntos entre as autoridades mexicanas e dos Estados Unidos para cortar rotas financeiras e logísticas do CJNG. A recompensa oferecida pelos EUA indica o grau de prioridade na rede de buscas por líderes e operadores do cartel, cuja atuação também impacta a vida dos moradores locais, com bloqueios, violência e temor de novas ações criminosas.
Para a cidade e demais localidades da região, o desfecho da operação representa um momento decisivo na luta contra o tráfico de drogas. A continuidade dos trabalhos de inteligência e de operações táticas será determinante para reduzir a capacidade operacional do CJNG e para restabelecer a sensação de segurança entre os habitantes de Nayarit, Jalisco e estados vizinhos.
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