Resumo: Na Bahia, os casos de SRAG vinculados à Influenza A não mais crescem, segundo o boletim da Fiocruz divulgado em abril, em meio ao início da campanha de vacinação voltada aos grupos de risco. A medida busca reduzir gravidade, internações e mortes.
O relatório aponta sinal de interrupção do crescimento ou queda desses casos na Bahia e em mais cinco estados do Nordeste (Maranhão, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Pernambuco). Mesmo com a estabilização, a influenza permanece com participação em 43,7% das mortes associadas à SRAG no país.
Para especialistas, a vacinação continua sendo a principal ferramenta de proteção. Embora a imunização não garanta eficácia total, ela reduz o número de casos graves, as internações e a mortalidade, afirma a professora Nanci Silva, da Escola Bahiana de Medicina.
A cobertura vacinal entre grupos prioritários na Bahia está em 11%. A meta é vacinar mais de 3 milhões de pessoas até 30 de maio, e até o momento foram distribuídas 288 mil doses. Em nível nacional, o Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses neste ano.
A imunização contra influenza é tríplice e integra o Calendário Nacional de Vacinação. Ela é recomendada para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com 60 anos ou mais e gestantes.
Apesar da estabilidade observada no curto prazo, a Bahia registra sinais de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo, estimada em cerca de seis semanas. Entre as capitais, Salvador apresenta, em contrapartida, interrupção do crescimento ou queda.
Se você pertence a um grupo prioritário ou tem dúvidas sobre a vacinação, procure orientação com um profissional de saúde de sua cidade. Compartilhe seus pontos de vista ou perguntas sobre o tema nos comentários para enriquecermos a conversa.

