Sindicato diz que PCDF foi “preterida mais uma vez” por Lula

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Policiais Civis do DF receberam reajuste, mas vetos do governo afastam avanços prometidos

O Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) sustenta que a categoria foi preterida novamente após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionar a Lei n° 15.395/2026 com vetos. A norma, publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União, garante a recomposição salarial dos policiais civis, mas não incorporou boa parte das propostas de equiparação de direitos apresentadas pelos profissionais. A ressalva gerou decepção entre os agentes da capital, que veem no texto final um passo adiante, porém incompleto.

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1 de 1 polícia civil sinpol (1) – Foto: Matheus Veloso/Sinpol-DF

Entre os pontos vetados pelo governo federal estão itens de grande relevância para a categoria, como a promoção automática na reserva para policiais militares e bombeiros, a equiparação remuneratória e reestruturações de carreira, bem como a criação ou ampliação de gratificações e vantagens permanentes. Também ficaram de fora regras de transferência para a inatividade sem tempo de serviço completo, previsões de revisão administrativa de processos antigos envolvendo militares e a possibilidade de incorporar novos benefícios sem estimativa de impacto financeiro.

O Executivo justificou os vetos afirmando que as medidas acarretariam despesas obrigatórias contínuas sem estimativa de impacto financeiro, o que violaria o artigo 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) e feriria princípios como a separação dos poderes e a segurança jurídica. A justificativa foi publicada no DOUn e marca um entrave para a aprovação plena das propostas de reajuste que estavam no texto original.

O presidente do Sinpol-DF, Enoque Venancio de Freitas, afirmou que o resultado evidencia uma inconsistência na aplicação do regime jurídico. “A sanção representa um avanço ao garantir o reajuste, e agradecemos aos atores políticos responsáveis por chegarmos até aqui, mas a exclusão das emendas gera uma frustração legítima na cidade”, destacou em nota publicada pela entidade. Ele acrescentou que é preciso retomar a discussão para assegurar direitos equivalentes entre os profissionais e manter o respeito ao serviço público.

Além disso, a decisão envolve uma leitura mais ampla sobre o plano de recomposição salarial e o desenho das carreiras na segurança pública. Enquanto a Lei 15.395/2026 trata da reposição de ganho para a categoria, a ausência de ajustes adicionais acende o debate sobre como as futuras ações vão equilibrar remuneração, benefícios e condições de trabalho no curto e no médio prazo. Observadores ressaltam que a situação demanda diálogo entre governo, forças de segurança e representantes dos trabalhadores para evitar novas frustrações e manter a moral alta na região.

Para quem acompanha as movimentações do tema, o saldo é de reconhecimento do avanço, porém com a sensação de que há espaço para ampliar benefícios sem colocar em risco o equilíbrio financeiro público. O caso também reacende a importância de acompanhar as próximas etapas legislativas e as possíveis revisões administrativas que possam vir a contemplar, de forma mais ampla, as emendas apresentadas pela categoria.

E você, leitor, o que acha das decisões envolvendo o reajuste e as emendas para as forças de segurança do Distrito Federal? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe suas experiências sobre como a remuneração e as condições de trabalho afetam o dia a dia da cidade. Sua voz ajuda a entender o impacto real dessa pauta na vida dos moradores e na qualidade do serviço público.

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