Prévia da inflação acelera para 0,89% em abril, puxada por alimentos e combustíveis

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A prévia da inflação oficial do país, medida pelo IPCA-15, acelerou para 0,89% em abril, puxada principalmente por alimentos e combustíveis. Os números foram divulgados pelo IBGE nesta terça-feira, revelando o início do segundo trimestre com ritmo maior do que o observado no mês anterior. Com esse avanço, a inflação acumula 2,39% no ano e chega a 4,37% nos últimos 12 meses, sinalizando um movimento relevante para famílias que acompanham a variação do custo de vida na cidade.

A leitura de abril mostra uma aceleração frente a março, quando o IPCA-15 havia ficado em 0,44%. Entre os nove grupos analisados, Alimentação e Bebidas e Transportes foram os grandes motores da alta, sozinhos respondendo por parte significativa da inflação mensal, o que ajuda a entender por que a pressão sobre o orçamento familiar se manteve elevada neste mês.

Após a alimentação, o grupo Saúde e Cuidados Pessoais aparece como o segundo maior impacto, com alta de 0,93%, efeito direto do reajuste anual autorizado pelo governo para preço de medicamentos que passou de 1º de abril. Esse movimento ressalta como políticas públicas de preços convivem com a rotina de custos médicos da população.

Variação por grupos, segundo o IBGE, aponta os seguintes coeficientes: Alimentação e bebidas 1,46%; Transportes 1,34%; Saúde e cuidados pessoais 0,93%; Vestuário 0,76%; Artigos de residência 0,48%; Comunicação 0,48%; Habitação 0,42%; Despesas pessoais 0,32%; Educação 0,05%.

A pressão na base alimentar ficou concentrada nas compras feitas em casa. A chamada alimentação no domicílio acelerou de 1,10% em março para 1,77% em abril, ajudando a puxar o índice para cima. O clima e os ciclos de colheita também influenciaram fortemente os hortifrútis.

Entre os itens que mais pesaram dentro da cesta de hortifrútis, destacam-se cenoura com +25,43%, cebola +16,54%, leite longa vida +16,33% e tomate +13,76%. Em contrapartida, houve quedas em alguns produtos, como maçã -4,76% e café moído -1,58%, trazendo algum fôlego para o bolso. Comer fora de casa também ficou mais caro, com lanches avançando 0,87% e refeições 0,65%.

No capítulo de transportes, o aumento ficou mais evidente por conta dos combustíveis, que subiram 6,06% no mês. A gasolina, em particular, registrou alta de 6,23%, marcando o maior impacto individual na inflação de abril. Enquanto isso, viagens de avião em algumas capitais chegaram a cair mais de 10%, ajudando a amenizar a inflação de forma pontual.

Especialistas destacam que, apesar do avanço de abril, o IPCA-15 ainda está distante de cumprir a meta anual e dependerá de fatores climáticos, câmbio e das políticas de preços de itens essenciais nos próximos meses. As próximas leituras vão indicar se o ritmo se mantém, acelera ou recua, influenciando as expectativas para o restante do ano na cidade.

E você, quais itens têm pesado no seu orçamento? A percepção de preços na cidade tem mudado nos últimos dias? Deixe sua opinião nos comentários e conte como esses números se refletem no seu dia a dia.

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