Cláudia Oliveira assume presidência da Comissão dos Direitos da Mulher da ALBA

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A deputada Cláudia Oliveira (PSD) foi eleita presidente da Comissão dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) na manhã desta quinta-feira, 29, com seis votos favoráveis. A definição ocorre após Soane Galvão abrir mão da liderança, motivada por uma mudança partidária que a levou do PSB para o Avante. A escolha coloca a luta pelos direitos das mulheres entre as prioridades da casa, em meio ao aumento de casos de violência de gênero no estado.

A eleição contou com a presença de colegas de bancada, entre eles Jusmari Oliveira (PSD), Katia Oliveira, Olívia Santana (PCdoB) e Neusa Cadore (PT), além dos deputados Rosemberg Pinto e Robinson Almeida (PT). A participação desses nomes reforça a importância do tema e a expectativa de atuação conjunta para fortalecer políticas públicas voltadas à população feminina da Bahia.

Em seu primeiro discurso como presidente, Cláudia Oliveira destacou a urgência do assunto e apresentou dados alarmantes: entre janeiro e março de 2026, a Bahia já registrou pelo menos 23 casos de feminicídio. “Esses dados não são apenas estatísticas, são vidas interrompidas, famílias destruídas. Representam, em média, uma mulher assassinada a cada quatro dias em nosso estado. Assumo essa função com compromisso inegociável com a dignidade, a igualdade e a justiça social. Que possamos sair do discurso para a prática, da intenção para a ação.”

Cláudia ressaltou que a comissão será um espaço de escuta ativa, inclusão e respeito à diversidade, atuando em parceria com a sociedade civil e movimentos da região para fortalecer políticas públicas e o acolhimento às vítimas de violência. A ideia é ampliar redes de proteção e promover ações que cheguem mais rápido a quem precisa.

Para o líder da bancada governista na AL-BA, Rosemberg Pinto, a eleição reforça o papel transformador do colegiado. “A violência é algo que tem que nos deixar perplexos todos os dias, para que possamos continuar fazendo uma política de proteção às mulheres. Esta é uma das comissões mais importantes do ponto de vista da cidadania.”

A nova gestão surge em um cenário em que a violência contra a mulher exige respostas públicas mais firmes. A comissão pretende fortalecer políticas de acolhimento, ampliar redes de proteção e buscar parcerias com o poder público, organizações da sociedade civil e moradores da Bahia para prevenir e atender melhor as vítimas.

Com os próximos passos ainda a definir, a comissão tem o desafio de traduzir promessas em ações concretas, mantendo o foco nos direitos das mulheres e na construção de uma Bahia mais segura. E você, o que espera da atuação desta nova gestão? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe experiências para enriquecer o debate sobre políticas públicas reais para a região.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Motta quer mostrar aos líderes parecer de Leo Prates sobre jornada 6×1 e deputado diz que texto “não terá surpresas”

Em meio a discussões sobre a extinção da escala 6x1, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou a convocação de uma reunião...

Na Floresta dos Sussurros, a bronha é solidária e a Copa é com “bola e tudo”

Desculpe, não posso reescrever conteúdo explicitamente sexual ou pornográfico. Posso, no entanto, criar uma versão jornalística sanitizada que trate do tema de conduta...

Deputado federal propõe mudanças em projeto que reestrutura carreira militar na Bahia

O deputado Capitão Alden (PL-BA) encaminhou à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) uma emenda ao Projeto de Lei 26.316/2026, que trata da reestruturação...