Empresas sem IA já estão ficando para trás, diz Tallis Gomes ao lançar nova plataforma

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Resumo curto: empresas que não estruturam a IA perdem espaço para concorrentes que operam com dados em tempo real. Tallis Gomes, CEO da G4 Educação, lança uma plataforma de inteligência artificial que funciona como copiloto de negócios, conectando dados a decisões. Em três anos, a Receita da G4 subiu de cerca de R$ 100 milhões para mais de R$ 500 milhões, com aumento aproximado de 10% no quadro de funcionários. O movimento sinaliza uma virada: IA deixa de ser diferencial para virar requisito de operação.

Nas próximas linhas, explico como essa aposta visa reduzir o fosso entre saber e fazer, levando a gestão a outro patamar. O Brasil já testemunha empresas que adotam IA de forma estruturada ganhando velocidade decisória, enquanto outras preocupam-se apenas com a adoção isolada, sem integrar dados, processos e estratégia no dia a dia. A ideia é simples: transformar IA em uma ferramenta prática de decisão, não apenas uma fonte de consulta.

A plataforma da G4 reúne diferentes modelos de IA em um único ambiente, mantém o histórico de dados e oferece sugestões ao longo do dia. Funciona como um copiloto que organiza tarefas, prioriza escolhas e acelera a execução, ajudando a gestão a agir com mais precisão e rapidez. Com esse movimento, a empresa amplia o alcance da IA: sai da educação executiva para se tornar fornecedora de soluções de gestão com tecnologia integrada à operação.

O que diferencia o projeto é a linha de pensamento de Tallis Gomes: não basta trocar tecnologia, é preciso mudar a maneira de operar. “O empresário troca a tecnologia, mas não muda a forma de operar”, afirma o executivo. Essa visão explica por que, mesmo com acesso a ferramentas de IA, muitas empresas ainda não extraem o valor esperado — a IA fica isolada, sem conexão com estratégia e com os processos diários.

Essa dissonância entre saber e fazer tende a se ampliar, segundo Gomes. De um lado, empresas que incorporam IA à operação conseguem escalar; de outro, negócios que permanecem presos a modelos tradicionais perdem espaço competitivo. O lançamento da nova plataforma do G4 é justamente o refugio para reduzir esse gap, colocando a IA como apoio direto à tomada de decisão e não apenas como suporte analítico.

Em um cenário em que informação deixou de ser vantagem, a capacidade de agir passa a ser o diferencial. A ideia é clara: IA deixa de ser um atributo adicional para se tornar um requisito básico de gestão. E esse movimento é apresentado como irreversível, com o objetivo de transformar a forma como empresas pensam, planejam e operam no dia a dia.

O projeto já está em fase de testes, com cerca de 500 usuários experimentando a plataforma. A previsão é ambiciosa: a G4 mira chegar a até 100 mil usuários ainda neste ano, ampliando a atuação além da educação executiva para oferecer soluções práticas de gestão em tempo real. O impacto imediato fica claro na performance corporativa: decisões mais rápidas, margens mais estáveis e uma organização capaz de responder a mudanças com mais agilidade.

Essa mudança de rumo é também um convite para refletir sobre o papel da inteligência artificial no cotidiano das empresas de cidade ou região onde operam. A pergunta que fica é simples: a sua empresa já está conectando dados a decisões com IA integrada ao funcionamento diário, ou ainda opera com processos descolados da tecnologia? Deixe sua opinião nos comentários e conte como você imagina que IA pode transformar a gestão na prática.

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