Resumo em poucas linhas: O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar, abriu nesta quarta-feira a sabatina da juíza Margareth Rodrigues Costa, indicada para o Tribunal Superior do Trabalho (TST). A avaliação acontece ao lado da indicação de Jorge Messias, escolhido pelo presidente Lula para vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A sessão destacou a trajetória da baiana no Judiciário e a expectativa de que sua experiência no TRT da 5ª Região fortaleça o TST.
Margareth Rodrigues Costa, natural de Salvador, entrou na magistratura em 1990 e atua no Judiciário do Trabalho desde então. Em 2014, foi promovida pelo critério de merecimento a desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-BA). Além disso, exerceu a função de diretora da Escola Judicial do TRT no biênio 2017/2019 e já atuou como desembargadora convocada no TST, o que reforça seu conhecimento institucional.
O relator da indicação na CCJ da Bahia é o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo. Em seu parecer, Wagner destacou a trajetória de Margareth Costa, formada em Direito pela UFBA, com especialização em direito constitucional do trabalho. O ex-governista ressaltou a experiência administrativa da magistrada e sua atuação para melhorar iniciativas de prevenção a assédio e discriminação no ambiente de trabalho.
Na sua fala inicial, Margareth Costa enfatizou o que chamou de representatividade de muitas mulheres corajosas. Ela ressaltou a importância de manter conduta ética, retidão e reputação ilibada, afirmando que o Judiciário precisa ser uma porta confiável para quem busca direitos. “Nós precisamos disso. O Judiciário é a última porta onde as pessoas vão pedir acesso, buscar direitos e nós temos de estar hábeis e preparados”, declarou a magistrada.
Ao falar de sua atuação como magistrada do trabalho, Margareth expressou satisfação por representar a Bahia no TST. Ela reforçou o orgulho de sua origem, destacando a riqueza cultural do estado e a diversidade que carrega em sua trajetória. “Trago a Bahia na minha alma, com toda a sua mistura, toda a sua miscigenação, com toda a sua força, a sua beleza. Sou baiana, soteropolitana, nordestina com muito orgulho, e trago comigo a esperança de quantos ainda se doam e ainda acreditam no bem”, afirmou.
A sabatina, que reúne experiência institucional e visão de gestão do Judiciário, é vista como um momento importante para a região da Bahia. A discussão da indicação de Margareth Costa, aliada à apreciação de Messias para o STF, sinaliza a busca por magistrados com sólida trajetória e compromisso com direitos trabalhistas, integridade institucional e combate a abusos. A avaliação envolve não apenas competências técnicas, mas também a capacidade de contribuir para o equilíbrio entre productionismo e garantias legais em instâncias superiores.
E você, o que pensa sobre a escolha para o TST e a integração dessas decisões com o futuro do STF? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe suas expectativas sobre como a atuação de Margareth Costa pode influenciar a Justiça do Trabalho e o cenário jurídico nacional.

