Resumo: Em sabatina no Senado, o advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou ser totalmente contra o aborto e garantiu que não haverá qualquer tipo de ação ou ativismo sobre o tema em sua atuação constitucional. O posicionamento ressalta a defesa da competência exclusiva do Congresso Nacional para legislar sobre o assunto e sinaliza cautela com interpretações judiciais que possam invadir essa área.
Messias, na condição de AGU, citou parecer apresentado ao Supremo Tribunal Federal no qual defende, de forma muito clara e categórica, a competência privativa do Congresso Nacional para legislar sobre o aborto. Ele completou afirmando que, embora a prática de aborto não possa ser comemorada nem celebrada, isso reflete, segundo ele, uma concepção pessoal, filosófica e religiosa, e não uma posição institucional que deva favorecer qualquer ativismo em sua atuação.
Segundo o advogado-geral, qualquer que seja a circunstância, é uma tragédia humana, mas é preciso olhar com humanidade à mulher, à adolescente, à criança. Messias citou as hipóteses restritas de exclusão de ilicitude previstas em lei, como risco à vida da genitora, estupro e anencefalia.
Ao se referir aos ataques de 8 de janeiro, ele classificou o episódio como um dos mais tristes que já viu. Sobre o ativismo judicial, disse que a expressão contém um elemento extremamente perigoso, associado à violação ao princípio da separação de Poderes, essencial para a convivência civilizada.
Em relação ao tema, Messias manteve o foco na defesa da atuação institucional da AGU e na necessidade de respeitar o papel do Legislativo. As declarações ocorrem em meio a intensas discussões sobre limites entre Judiciário e Legislativo e refletem a preocupação com a manutenção do equilíbrio entre os poderes diante de questões sensíveis como o aborto.
O conjunto das falas aponta para uma linha de atuação que privilegia a observância estrita da Constituição, a defesa da competência do Congresso e a crítica a interpretações que possam ser interpretadas como ativismo judicial. O tema, polêmico e de grande repercussão, segue em pauta no debate público e institucional.
Agora, você lê e pensa: qual é o limite entre atuação do governo, decisões judiciais e o papel do Legislativo na condução de temas tão complexos como o aborto? Deixe seu comentário, compartilhe sua opinião e participe da conversa sobre esse assunto que envolve direitos, ética e responsabilidade pública.

