Resumo – O ex-governador da Bahia, Rui Costa (PT), rebate ligações entre sua gestão (2015-2023) e o escândalo envolvendo o Banco Master, afirmando que as acusações sobre a venda da CredCesta são artificiais. Em entrevista ao programa Linha de Frente, da Antena 1, nesta terça-feira (28), ele sustenta que as informações apresentadas por opositores não correspondem à realidade da operação e que não houve favorecimento.
O que foi dito – Durante a entrevista, Rui Costa explicou a linha do tempo da CredCesta, o cartão de crédito vinculado à Cesta do Povo, e por que, segundo ele, a operação não envolveu o Banco Master. Ele afirma que, na época em que houve a negociação, o Banco Master nem existia, e que as acusações teriam surgido depois, associadas a contratos de consultoria para o banco que se formalizariam em momentos posteriores.
Detalhes da linha do tempo – Segundo o ex-governador, o CredCesta foi vendido a um fundo de investimento espanhol, e não ao Banco Master. A tentativa de venda ocorreu em três etapas: tentaram vender primeiramente, depois buscaram Caixa Econômica e Banco do Brasil, entre outros interessados públicos, e, em cada contato, ficou clara a percepção de que o ativo de maior valor era o cartão de crédito da Cesta do Povo. Costa ainda reforça que a operação incluía a obrigação de manter pelo menos 50 lojas abertas por cinco anos, para preservar empregos.
A origem do problema – O ex-governador atribui o maior peso das dificuldades à própria Cesta do Povo, criada por Antonio Carlos Magalhães (ACM), dizendo que foi uma ideia cara e problemática para o governo e para o povo baiano. Ele descreve a iniciativa como uma furada que resultou em prejuízos bilionários, destacando que, na prática, um supermercado público estatal não conseguiria competir com um privado.
Impacto e contexto – Rui Costa reforça que, na época, o objetivo era manter empregos e lojas abertas, cumprindo cláusulas de continuidade. O ex-ministro da Casa Civil contextualiza o episódio dentro de um cenário de tensões entre gestores públicos e opositores, que ligavam o caso a supostos contratos de consultoria. O depoimento ressalta que houve diálogo com figuras públicas e bancos públicos e privados na tentativa de viabilizar o acordo, sempre com foco na preservação de empregos e da rede de lojas.
Contexto político e legado – O ex-governador permanece firme em que as acusações não passam de interpretações equivocadas sobre a CredCesta e a Cesta do Povo. Atualmente, ele aparece como pré-candidato ao Senado, defendendo uma visão de gestão pública que enfatiza políticas de compras populares e o papel do comércio local para a Bahia. O histórico da gestão é visto como parte de um debate maior sobre medidas públicas de desenvolvimento e sua eficácia.
Convidamos você a opinar – E você, como lê as explicações apresentadas por Rui Costa sobre CredCesta, Cesta do Povo e o que ficou da história envolvendo o Banco Master? Compartilhe sua leitura, deixe seu comentário e participe da discussão sobre políticas públicas voltadas ao comércio, aos empregos locais e ao papel do Estado na promoção de oportunidades para a população. Sua opinião ajuda a entender o tema sob diferentes perspectivas.

