A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta manhã de 30 de abril de 2026 o Delson Xavier de Oliveira, conhecido como Delsinho, apontado como o principal fornecedor de armas e munições para a milícia liderada por Zinho. O cumprimento do mandado de prisão preventiva foi realizado pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), pelos crimes de formação de milícia privada e comércio ilegal de arma de fogo. A operação reforça o esforço das autoridades no combate a organizações criminosas que atuam na região.

Segundo as investigações, Delsinho integrava uma organização criminosa paramilitar que atua em localidades da Zona Oeste do Rio de Janeiro, abastecendo o grupo com grandes quantidades de armamentos e munições. Mesmo foragido, ele continuava a gerenciar o fornecimento de armas, mantendo o fluxo que sustenta a atuação da milícia.
A trajetória do suspeito já constava nos casos apurados pela polícia: em 2023, ele foi preso após reagir a uma abordagem policial, chegou a ser baleado e liberado posteriormente. Desde dezembro daquele ano, era considerado foragido. Após cerca de um mês de investigações, os agentes localizaram-no em uma residência de alto padrão, em Cabo Frio, onde houve a prisão sem resistência.
A linha de apuração envolve ainda uma denúncia do Ministério Público que cita 11 milicianos, entre eles os suspeitos conhecidos pelos apelidos de Pardal, NK, Canela, China e RT, todos ligados diretamente a Zinho. A investigação descreve a estrutura da organização, o controle territorial e o esquema de fornecimento de armas, reforçando o elo entre o líder e o núcleo que sustenta a milícia.
Delsinho deverá ser encaminhado à audiência de custódia e permanecerá à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue com as investigações para desarticular completamente o funcionamento da milícia e coibir o abastecimento de armamentos que alimenta a violência na região.
Este desdobramento reacende o debate sobre a atuação de milícias em áreas urbanas do estado e a necessidade de respostas firmes das forças de segurança para proteger os moradores da cidade. E você, leitor, como encara a batalha contra milícias e o papel da polícia na proteção das pessoas que vivem nas suas ruas? Compartilhe suas opiniões nos comentários e participe da conversa.

