Pousada Maraú, em Ilhéus, é alvo de inquérito civil do MPF por suspeita de irregularidades em área da União

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: O Ministério Público Federal na Bahia converteu um Procedimento Preparatório em Inquérito Civil para apurar a ocupação de área de marinha pela Pousada Maraú, com foco nos aspectos patrimonial e ambiental, em um caso que tramita no município.

A portaria que formalizou a medida foi assinada pelo procurador da República Bruno Olivo de Sales no dia 10 de abril. Além de investigar possíveis irregularidades, o documento avalia os impactos patrimoniais e ambientais do empreendimento.

A instauração do inquérito civil teve origem em outro procedimento que já apurava a construção da pousada em área não permitida pela legislação vigente. Para avançar, o MPF solicitou notificações, requisições de documentos e demais diligências, entendendo que o prazo de 90 dias do procedimento preparatório seria insuficiente para concluir as investigações.

O objeto específico do inquérito é apurar a regularidade da ocupação da área de marinha pela Pousada Maraú, levando em conta os aspectos patrimoniais e ambientais. O caso foi encaminhado à 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, órgão que trata de questões relacionadas ao patrimônio público e à gestão social.

Como próxima etapa, o MPF determinou o envio à Secretaria do Patrimônio da União (SPU) da cópia da matrícula 4043 do imóvel e do Parecer Técnico nº 392/2022, elaborado pela área de meio ambiente e engenharia. O documento aponta que a Pousada Maraú está situada em um imóvel cuja área total excede a ocupação efetiva do empreendimento, abrangendo também residências adjacentes.

Esses elementos indicam que a apuração pode ampliar o olhar sobre a titularidade, o uso do solo e os impactos ambientais, reforçando a atuação do MPF na safeguarding do patrimônio público e na fiscalização de atividades privadas em áreas sensíveis da orla.

À medida que o inquérito civil avança, novas informações e documentos devem ser reunidos para esclarecer a regularidade da ocupação, o cumprimento da legislação vigente e eventuais impactos à comunidade local e ao meio ambiente. A defesa do equilíbrio entre desenvolvimento local e proteção do ambiente permanece no centro das apurações.

Convidamos você, leitor, a acompanhar os desdobramentos deste caso e a compartilhar suas opiniões sobre o papel do MPF na fiscalização de ocupações em áreas de marinha. Comente abaixo suas perguntas, pontos de vista e perspectivas sobre o tema.

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