Russos matam 17 na Ucrânia no pior ataque deste ano

Escrito por: Diógenes Cunha

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Na madrugada de 16 de abril de 2026, uma ofensiva intensa de drones e mísseis russos atingiu Kiev e outras cidades da Ucrânia, além do porto de Tuapse, no Mar Negro, na Rússia. Autoridades locais confirmaram várias fatalidades e dezenas de feridos: quatro mortes em Kiev, oito em Odessa e quatro em Dnipro, totalizando 16 vítimas no território ucraniano; no lado russo, o porto de Tuapse registrou duas mortes e um grande incêndio. No conjunto, o número de mortos chega a pelo menos 18, com a região internacional sob forte tensão.

Durante a noite, explosões espalharam fumaça preta sobre o céu de Kiev, deixando um rastro de destruição em prédios residenciais e hotéis. Moradores e equipes de emergências trabalharam para desenterrar pessoas presas em escombros, enquanto os bombeiros combatiam os incêndios em áreas fortemente danificadas. Em meio ao cenário de devastação, moradores relatam medo e incerteza sobre o que vem pela frente.

“Temo por nosso país e por tudo o que temos. Pelas pessoas. Sinto muito pelas crianças. Muitas pessoas morreram hoje”, disse Olena Kapustian, 41 anos, à beira de casa, acompanhada do filho. Em Kiev, o prefeito Vitali Klitschko confirmou mortes em diversos distritos e destacou o caráter grave dos ataques, que também atingiram residências e infraestrutura na cidade. Em outras regiões, as perdas foram confirmadas com igual gravidade.

O presidente Volodymyr Zelenskiy afirmou que a noite mostrou que a Rússia não merece qualquer flexibilização nem normalização, reiterando a necessidade de manter pressão internacional e cumprir promessas de assistência à Ucrânia dentro do prazo acordado. Em resposta, Moscou descreveu o ataque como uma operação direcionada a alvos de energia e à produção de mísseis e drones, sem oferecer detalhes adicionais.

Segundo fontes ucranianas, as forças de defesa aéreas conseguiram abater ou neutralizar 31 mísseis e 636 drones nas últimas 24 horas, embora 12 mísseis e 20 drones tenham atingido seus alvos. A Ucrânia também informou ter atingido dois depósitos de petróleo na Crimeia, ocupada pela Rússia, além de comprometer a infraestrutura no porto de Tuapse, no sul da Rússia.

As operações de resgate continuavam com a expectativa de que o número de mortos possa subir. O vice-primeiro-ministro Oleksiy Kuleba alertou sobre o potencial aumento das fatalidades, enquanto o ministro das Relações Exteriores, Andrii Sybiha, pediu que a região internacional intensifique a pressão sobre o agressor e não adie sanções ou pacotes de apoio à Ucrânia, enfatizando que medidas urgentes são necessárias para conter a escalada.

Especialistas ressaltam que este ataque, considerado o mais letal deste ano, reacende o debate sobre o destino da paz na região após quatro anos de conflito e negociações estagnadas. A Ucrânia continua contando com apoio internacional para sustentar cidades sob ataque e manter a mobilização necessária para a defesa e a reconstrução diante das perdas humanas e materiais.

O que você acha que a comunidade internacional pode fazer de forma prática para aliviar o sofrimento das populações atingidas e facilitar ajuda humanitária? Compartilhe sua opinião nos comentários abaixo—queremos ouvir sua visão sobre as medidas que podem ajudar a trazer estabilidade e proteção às pessoas afetadas por conflitos como este.

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