Alcolumbre usa oposição para atingir Caso Master e projetar reeleição

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), usou a oposição bolsonarista nos últimos dias para tentar enfraquecer o Caso Master, que assombra o grupo político do senador, e para projetar sua reeleição ao comando da Casa em 2027.

A estratégia passou por duas votações recentes importantes: a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF no Senado e a derrubada pelo Congresso dos vetos de Lula ao PL da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados pelo 8 de Janeiro.

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Congresso analisa veto ao PL da Dosimetria

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Congresso analisa veto ao PL da Dosimetria

Reprodução/TV Senado

Davi Alcolumbre selou aliança com a oposição no Congresso

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Davi Alcolumbre selou aliança com a oposição no Congresso

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Presidente do Senado, Davi Alcolumbre

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Presidente do Senado, Davi Alcolumbre

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Ação contra Davi Alcolumbre no STF será relatada pelo ministro Nunes Marques

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Ação contra Davi Alcolumbre no STF será relatada pelo ministro Nunes Marques

Vinicius Schmidt/ Metrópoles

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre

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Presidente do Senado, Davi Alcolumbre

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Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Congresso Nacional

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Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Congresso Nacional

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Oito meses antes das eleições gerais, o Congresso decidiu avançar com propostas de apelo popular como estratégia de campanha; na foto, à esquerda, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)

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Oito meses antes das eleições gerais, o Congresso decidiu avançar com propostas de apelo popular como estratégia de campanha; na foto, à esquerda, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

A derrota de Messias interessava tanto a Alcolumbre quanto à oposição. Ambos queriam mandar um recado ao governo Lula. O presidente do Senado, porém, também queria atingir o ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF.

Mendonça foi um dos principais cabos eleitorais da indicação de Messias. O ministro chegou a ligar pessoalmente para diversos senadores da oposição para pedir voto. Com isso, mirava ter um aliado na Corte contra a ala majoritária do tribunal.

Por esse motivo, aliados desconfiam que a articulação para derrotar Messias pode ter envolvido o próprio líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Ambos tiveram seus nomes citados no Caso Master.

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CCJ do Senado aprova indicação de Messias para o STF

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CCJ do Senado aprova indicação de Messias para o STF

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CCJ do Senado aprova indicação de Messias para o STF

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CCJ do Senado aprova indicação de Messias para o STF

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Ministro da AGU, Jorge Messias

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Ministro da AGU, Jorge Messias

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Jorge Messias durante sabatina na CCJ do Senado

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Jorge Messias durante sabatina na CCJ do Senado

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PL da Dosimetria

Já a derrubada dos vetos do PL da Dosimetria interessava principalmente aos bolsonaristas. Sabendo disso, Alcolumbre segurou a votação por quatro meses e só pautou a análise dos vetos para a quinta-feira (30/4), um dia após a derrota de Messias.

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Antes disso, fez um acordo com a oposição. Em troca de derrubar os vetos, reduzindo a pena o ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados pela trama golpista, bolsonaristas tirariam o pé da pressão pela instalação da CPI do Master.

Ao derrotar o governo Lula tanto na indicação de Messias quanto na votação do PL da Dosimetria, Alcolumbre também buscou se cacifar junto a parlamentares da direita para se reeleger como presidente do Senado em fevereiro de 2027.

A estratégia parte do cálculo de que, independentemente de quem ganhar a eleição ao Palácio do Planalto, a configuração do Senado tende a ser mais alinhada à direita do que a esquerda. No pleito de 2026, dois terços do Senado poderá ser renovado.

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