Três pessoas morreram na madrugada desta sexta-feira, 1º, em Salvador, após confronto entre policiais militares e suspeitos de tráfico de drogas no Engenho Velho da Federação. Entre as vítimas está uma criança de 11 anos, que não resistiu aos ferimentos, e a tia da criança ficou ferida. O episódio ocorreu durante patrulhamento na localidade de Lajinha, com atuação do Bpatamo em conjunto com unidades do CPME.
Segundo a PM-BA, equipes do Bpatamo, em ação integrada com o CPME, patrulhavam a região quando foram recebidas com disparos de homens armados, que fugiram para as residências da área. Houve troca de tiros; um dos suspeitos foi encontrado baleado e socorrido ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu. Com ele, a polícia apreendeu uma pistola com numeração suprimida, drogas e dinheiro.
Ainda durante a madrugada, a criança e a tia deram entrada no mesmo hospital com ferimentos provocados por disparos de arma de fogo. Segundo a TV Bahia, familiares relataram que as vítimas estavam dentro de uma casa na mesma região quando o imóvel foi atingido durante o confronto. A criança foi atingida na mão esquerda e no tórax e morreu ao dar entrada no HGE. A tia foi baleada no braço e permanece internada.
Além das vítimas, outro suspeito também foi baleado e não resistiu aos ferimentos, enquanto um terceiro foi preso. Após a ocorrência, o policiamento foi reforçado na região.
Por volta de 8h30, moradores realizaram um protesto e bloquearam a Avenida Vasco da Gama, uma das principais vias da cidade. A via foi liberada posteriormente, após negociação com a polícia. Em nota, a PM lamentou a morte da criança e informou que a outra vítima passou por cirurgia e segue sob acompanhamento médico, reforçando o compromisso com a preservação da vida, a legalidade e a transparência na condução de suas ações. Atualizado às 11h34.
Os fatos reabrem o debate sobre segurança pública, policiamento ostensivo e estratégias para reduzir violência em bairros como Engenho Velho da Federação, alvo de ações de patrulhamento que envolvem BPATAMO e CPME. A cidade fica atenta aos desdobramentos legais e às respostas das autoridades para evitar novas tragédias.
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