Emenda da esposa bancou mansão de candidato líder ao governo do Pará

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Resumo: Emendas parlamentares destinadas pela deputada federal Alessandra Haber teriam financiado a compra de uma casa de praia de luxo em Fortim, Ceará, pela própria deputada e pelo marido, Daniel Santos, ex-prefeito de Ananindeua. O imóvel foi quitado entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025, com pagamentos efetuados por terceiros ligados a contratos da prefeitura. A apuração, conduzida pelo Ministério Público do Pará, já chegou a tramitar no STF, e no dia 13 de março o ministro Alexandre de Moraes determinou que o caso siga na Justiça paraense.

Detalhes indicam que parte das emendas, totalizando cerca de R$ 17,5 milhões, destinou-se a obras de drenagem e recomposição asfáltica em Ananindeua, executadas pela Construtora Santa Cruz. Em 20 de dezembro de 2024, a prefeitura pagou à empresa R$ 2,99 milhões, e, no mesmo dia, a empreiteira repassou R$ 500 mil para a incorporadora responsável pela casa de praia.

Outras empresas ligadas à prefeitura também participaram da chamada “vaquinha” para custear a aquisição. A Neo BRS, fornecedora de material escolar, vendeu ao município cerca de R$ 1,4 milhão em itens entre setembro e outubro de 2024 e, no dia seguinte ao recebimento, transferiu R$ 866 mil para a casa de praia. A Ferreira Comercial, outra fornecedora, repassou R$ 521 mil para a incorporadora no mesmo dia em que recebeu pagamentos da prefeitura.

A aquisição do imóvel foi acompanhada de pagamento rápido: a casa ficou quitada em apenas cinco meses, entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025. A defesa de Daniel Santos pediu nulidade da apuração, alegando falhas do Ministério Público do Pará, mas, em 13 de março, Moraes confirmou que o caso deve continuar tramitando na Justiça paraense.

Até o momento, a coluna não conseguiu contato com a prefeitura de Ananindeua nem com as empresas envolvidas. As informações mostram uma série de vínculos entre emendas, contratos municipais e a aquisição particular, suscitando questionamentos sobre o uso de recursos públicos em benefício próprio e a necessidade de transparência nas ações envolvendo emendas parlamentares.

E você, o que pensa sobre o uso de emendas parlamentares para fins privados? Compartilhe sua opinião nos comentários e ajude a ampliar o debate sobre responsabilidade e ética na gestão pública, especialmente em cidades com vínculos entre autoridades locais e fornecedores do município.

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