Um laudo técnico independente, contratado pela defesa do viúvo de Thawanna da Silva Salmázio, aponta inconsistências nas versões apresentadas pela Polícia Militar sobre a morte da jovem, ocorrida em Cidade Tiradentes, no dia 3 de abril. O documento questiona a cronologia entre o disparo e o socorro e recomenda diligências adicionais para esclarecer o que realmente ocorreu no local. Palavras-chave: perícia independente, Thawanna Salmázio, Yasmin Cursino.
Segundo o perito Guilhere de Lima e Silva, há contradições entre os depoimentos de Yasmin Cursino Ferreira e do soldado Weden Silva Soares, sobretudo sobre o comportamento de Thawanna e o momento exato do disparo. O laudo também aponta desorganização do cenário após a ocorrência, com fluxo de pessoas e possível manipulação de vestígios. Uma imagem incluída no parecer mostra um policial parecendo manipular um estojo de munição, o que pode ter relação com o disparo realizado pela policial mencionada.
O relatório afirma ainda que não houve isolamento técnico adequado no local, dificultando a preservação de vestígios materiais. As imagens de câmeras corporais não registram agressão de Thawanna contra Yasmin, o que contrasta com a versão de uma contenda ocorrida durante a abordagem. Além disso, não há registros técnicos ou documentais que comprovem lesões físicas compatíveis com a violência descrita pelos agentes.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o laudo não integra a investigação em curso e que o DHPP e o Inquérito Policial Militar, com apoio das corregedorias, prosseguem com as apurações. A SSP ressaltou que laudos oficiais já encaminhados ao DHPP estão sob avaliação pela equipe responsável, e que os policiais envolvidos seguem afastados do serviço até o fim das investigações.
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