Um tribunal israelense estendeu até o dia 10 de maio a detenção de dois ativistas capturados a bordo da flotilha Global Sumud, em uma operação para romper o bloqueio naval de Gaza. O brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek compareceram pela segunda vez em Ashkelon, a 60 quilômetros de Tel Aviv, com as mãos algemadas, após serem trazidos para Israel. A próxima audiência ficou marcada para o domingo, segundo informações de uma das advogadas.
A prorrogação, de seis dias, ocorreu após a polícia pedir mais tempo para interrogá-los. A advogada Hadeel Abu Salih, representante da organização de direitos humanos Adalah, afirmou que a extensão sustenta uma detenção considerada ilegal e denunciou o que chamou de “tortura psicológica” durante o confinamento. Os dois activistas negam ter vínculos com grupos ligados ao Hamas.
Israel sustenta que Ávila e Keshek mantêm vínculos com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), uma organização alvo de sanções norte-americanas. A defesa, porém, afirma que não há provas apresentadas até o momento para sustentar tais acusações. A Espanha e o Brasil demandaram a libertação imediata dos ativistas, enquanto o governo espanhol qualificou a detenção como ilegal e inaceitável.
A flotilha Global Sumud reuniu diversas embarcações, totalizando cerca de 50 navios, segundo os organizadores. O objetivo era romper o bloqueio israelense que afeta a Gaza, onde o acesso a ajuda humanitária continua restrito. As autoridades israelenses ressaltam as acusações envolvendo a PCPA, e Washington afirma que a organização atua em nome do Hamas.
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