O que se sabe e o que falta esclarecer sobre queda de avião que chocou BH. Vídeo

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Belo Horizonte amanheceu a balburdia com a queda de um avião de pequeno porte sobre um edifício de três andares no bairro Silveira, na região Nordeste da cidade. O acidente, ocorrido na tarde desta segunda-feira, deixou três mortos e dois feridos, e mobilizou bombeiros, SAMU, polícia e Defesa Civil. As causas ainda são apuradas pelas autoridades competentes.

Conforme os primeiros levantamentos, o avião de matrícula PT-EYT, modelo P32R, decolou do Aeroporto da Pampulha às 12h16 com destino a Campo de Marte, em São Paulo. A aeronave apresentou dificuldade para subir e o piloto declarou emergência logo após a decolagem. Em vez de seguir para o destino, atingiu o prédio na Rua Ilacir Pereira Lima, interrompendo a trajetória a cerca de cinco quilômetros do aeroporto.

Entre as vítimas estavam o Piloto Wellinton de Oliveira Pereira, 34 anos, e o médico veterinário Fernando Moreira Souto, 36, filho do prefeito de Jequitinhonha. O empresário Leonardo Berganholi, 50, chegou a ser socorrido, porém faleceu horas depois. Os sobreviventes são o Arthur Berganholi, 25, filho de Leonardo, e Hemerson Almeida Souza, 53, que permanece estável no hospital.

Arthur Berganholi foi visto pela noite após a queda, ferido e ainda desorientado, enquanto Hemerson Almeida Souza chegou ao pronto-socorro com múltiplas fraturas. Moradores próximos relataram o susto causado pelo estrondo e pela fumaça que se elevou do prédio atingido.

Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave tinha Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade válido até 1º de abril de 2027, mas não possuía autorização para atuar como táxi aéreo, operando, na prática, como fretamento por demanda. A aeronave havia decolado de Teófilo Otoni, no Nordeste do estado, com destino a São Paulo para uma reunião de negócios.

Autoridades destacam que a decolagem ocorreu apenas pouco depois do meio dia e que a NAV Brasil informou o mayday após o início da subida. O caso envolve a Cenipa, FAB, Polícia Civil e Defesa Civil, com o objetivo de esclarecer se houve falha mecânica, erro humano ou questões técnicas. A investigação também analisa a comunicação com a torre de controle e o comportamento dos motores.

Equipes do Corpo de Bombeiros, Samar, Polícia Militar e Polícia Civil atuam no local, acompanhadas pela prefeitura de Belo Horizonte e autoridades estaduais. A situação gerou repercussão na região, provocando isolamento da área e suporte às famílias das vítimas. As apurações devem se estender para esclarecer todos os fatores que contribuíram para o acidente.

E você, o que pensa sobre as responsabilidades e as medidas que devem ser adotadas para evitar tragédias como esta? Compartilhe sua leitura e opinião nos comentários para continuarmos a conversa.

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