Terremotos: venezuelanos procuram por 40 mil parentes desaparecidos

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Na Venezuela, dois terremotos de grande intensidade abalaram o país na noite de quarta-feira, provocando destruição generalizada. O primeiro abalo teve magnitude 7,2 e ocorreu próximo de San Felipe; apenas 39 segundos depois, veio o segundo, ainda mais forte, com magnitude 7,5, próximo de Yumare. Devido à sua baixa profundidade, os tremores foram sentidos por uma ampla região do norte da América do Sul e do Caribe, deixando cenas de prédios desabando e ruas tomadas pelo pânico.

Para coordenar as buscas por familiares, uma plataforma criada por venezuelanos reuniu cadastros de desaparecidos. Até o momento, são 43.308 registros; 3.319 pessoas foram localizadas e 39.989 permanecem sem contato. A plataforma também oferece um campo de contato para quem anunciou um desaparecimento, facilitando a comunicação entre quem procura e quem pode ter visto a pessoa.

Os impactos humanos já são crescentes: o governo informou 188 mortos e mais de 1,5 mil feridos. Em resposta, Delcy Rodríguez decretou estado de emergência no país. Além da Venezuela, leitores relataram que os abalos também foram sentidos na Colômbia e em várias cidades do Brasil.

Preliminarmente, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estimou que o desastre pode causar um número elevado de vítimas e danos extensos, com uma projeção variando entre 10 mil e 100 mil mortes. A agência destacou que o abalo no centro do país sugere uma tragédia generalizada.

Dois terremotos ocorreram em menos de um minuto, gerando uma sequência de choques que desencadearam correria e buscas por abrigo. Entre os dados oficiais, constam que o primeiro tremor atingiu San Felipe (7,2) a 21,9 km de profundidade e o segundo, em Yumare (7,5), pouco depois, também em profundidade rasa — fatores que ampliaram o alcance de seus efeitos.

Apoio internacional já começou a chegar: pelo menos 17 nações ofereceram assistência à Venezuela. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, solicitou ao Ministério das Relações Exteriores, em articulação com a Embaixada do Brasil em Caracas, que avaliasse medidas de ajuda. O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, transmitiu pesar pela tragédia e se colocou à disposição para colaborar.

Abaixo, atualizamos com as informações mais recentes sobre o que está acontecendo: o número de mortos e feridos continua a aumentar conforme equipes de resgate trabalham em áreas afetadas, enquanto a comunidade internacional se mobiliza para oferecer ajuda emergencial e apoio humanitário.

Se você tem informações, relatos ou quer enviar apoio, deixe seu comentário e compartilhe a sua visão sobre como a comunidade pode se organizar para enfrentar esse desastre. Suas palavras podem incentivar ações concretas e suporte às pessoas atingidas.

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