Resumo: O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou nesta quinta-feira que a arma apreendida com um segurança de Jair Bolsonaro não configura falta disciplinar grave. A decisão sobre a continuidade da prisão domiciliar depende do desfecho das investigações em andamento.
A manifestação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que havia pedido um parecer na quarta-feira (24) com prazo de 48 horas para manifestação. O desdobramento deve orientar a avaliação sobre o regime de cumprimento da pena do ex-presidente.
“A configuração de uma falta como grave exige mais do que a subsunção do fato à norma, demandando a análise dos impactos da conduta ilícita na ordem jurídica e no objeto e finalidade da execução penal”, disse o PGR.
Após o parecer da PGR, haverá mais 48 horas para a defesa de Bolsonaro se manifestar. Só então Moraes decidirá sobre o futuro da prisão domiciliar, já que o ministro havia avaliado que a apreensão poderia configurar falta grave.
O andamento do processo depende de novas avaliações técnicas e judiciais, que devem esclarecer se a medida de prisão domiciliar persiste ou se haverá mudanças no regime de cumprimento da pena. A decisão final deve levar em conta o equilíbrio entre as investigações e os impactos legais.
