Justiça inglesa rejeita recurso da BHP e mantém condenação pelo desastre de Mariana

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A Justiça da Inglaterra rejeitou o recurso da BHP Billiton e manteve a responsabilização pelo rompimento da barragem Fundão, em Mariana, Minas Gerais. A decisão consolida a condenação e deixa encaminhada a etapa de cálculo das indenizações bilionárias às vítimas da tragédia e à região atingida.

Ao negar o recurso, o Tribunal de Apelação encerra a última via recursal comum. O processo avança para a Fase 2, cuja fase de audiências, previstas para 2027, deve definir perdas, danos e os valores a serem pagos a moradores, prefeituras, empresas e instituições atingidas.

A condenação inicial ocorreu em 14 de novembro do ano passado, quando o Tribunal Superior inglês confirmou que a BHP tinha conhecimento dos riscos da estrutura e atuou com negligência e imprudência, ao lado da Vale, parceira da Samarco. O juiz Fraser destacou que não há fundamento defensável para sustentar o recurso apresentado pela mineradora.

Jonathan Wheeler, representante dos atingidos no exterior, classificou o resultado como inequívoco, afirmando que as vítimas aguardam justiça há mais de uma década e que a BHP buscou esvaziar a responsabilidade por meio de vias processuais.

A tragédia de Mariana, ocorrida em 2015, liberou cerca de 40 milhões de metros cúbicos de lama tóxica, devastou a bacia do Doce e atingiu o litoral. Foram 19 mortes comprovadas e um aborto entre as sobreviventes. Mesmo após tanto tempo, moradores da região ainda enfrentam incertezas sobre reassentamentos e reparações plenas.

A ação coletiva envolve centenas de milhares de vítimas, incluindo moradores, prefeituras, empresas e instituições religiosas, que buscam mais de R$ 260 bilhões em indenizações. A decisão do Reino Unido marca um passo importante para decidir os valores que serão pagos a cada parte prejudicada.

Como a cidade de Bento Rodrigues e demais localidades da região lidam com esse desfecho e com as próximas fases do processo, você acompanha aqui. Deixe seu comentário com sua opinião sobre a decisão e o que espera para o desfecho deste caso. E compartilhe a sua visão sobre justiça para as vítimas.

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