A punição de Gianluca Prestianni por insultos discriminatórios contra Vinicius Junior ganhou alcance mundial, com a Fifa ampliando a sanção para todas as competições, incluindo a Copa do Mundo de 2026. A medida pode impedir o atacante argentino de defender a Argentina no Mundial caso seja chamado pelo técnico Lionel Scaloni, alterando sua participação entre Benfica e seleção.
A pena original foi imposta pela UEFA no fim do mês passado, que enquadrou o caso como comportamento discriminatório e aplicou um ban de seis partidas. Três jogos são cumpridos de imediato, e os outros três ficam condicionados a um período probatório de dois anos, ou seja, entram em vigor apenas se o atleta voltar a cometer nova infração.
Com a decisão da FIFA, a punição passa a valer em competições internacionais, inclusive a Copa do Mundo de 2026. Caso Prestianni não seja convocado por Scaloni, o cumprimento ocorrerá em partidas do Benfica na Europa.
O episódio ocorreu no dia 17 de fevereiro, no confronto entre Benfica e Real Madrid, pelos playoffs da Liga dos Campeões, no Estádio da Luz, em Lisboa. Vinicius Junior disse ter sido chamado de “mono” (macaco). Prestianni negou a acusação; segundo Tchouaméni, o argentino teria usado o insulto “maricón” e não “mono”.
Após a análise inicial, a UEFA suspendeu Prestianni provisoriamente por uma partida, o que o tirou do jogo de volta contra o Real Madrid. O Benfica acabou derrotado e eliminado da competição.
O caso reacende o debate sobre o combate ao racismo no futebol e como as sanções são aplicadas em casos de ofensa a atletas. O que você pensa sobre a eficácia dessas medidas? Deixe sua opinião nos comentários.
