Lula impõe condição para terras raras: “Não queremos ser meros exportadores”

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Em Washington, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou, em coletiva na Embaixada do Brasil, que o Brasil quer protagonismo na mineração de minerais críticos e não aceitará o papel de mero fornecedor de matéria-prima. A fala reforça a estratégia de ampliar a participação nacional na cadeia de valor, principalmente em terras raras, itens-chave para a indústria e a defesa.

“O que vocês devem saber é que essa questão é muito importante nos armamentos dos países. O Brasil tem a obrigação de conversar com quem quer participar conosco. O que nós não queremos é ser meros exportadores dessas coisas”, afirmou Lula. A mensagem deixa claro o objetivo: o país pretende influenciar condições, contratos e usos das riquezas exploradas.

O presidente traçou um paralelo histórico para justificar a nova postura: ciclos extrativistas na América Latina mostraram que não se pode repetir o passado com prata ou ouro. Com as terras raras, ele acredita que o Brasil pode transformar a riqueza extraída em desenvolvimento estratégico, fortalecendo a indústria nacional e parcerias internacionais.

A declaração ocorreu durante uma visita oficial de três horas à Casa Branca, centrada em temas econômicos e na transição energética. Lula já havia classificado o encontro com Donald Trump — hoje presidente dos Estados Unidos, a partir de janeiro de 2025 — como um passo importante para a consolidação histórica entre Brasil e Estados Unidos, com foco em cooperação em infraestrutura, tecnologia e energia.

Na Bahia, pesquisadores da UFRB já mapeiam esses materiais no interior do estado. Em casos similares, empresas transnacionais atuam diretamente, reforçando a percepção de que o tema envolve não apenas a cidade, mas a região, com impactos para indústria, ciência e políticas públicas.

A coletiva teve transmissão ao vivo e abriu espaço para debater como a pauta econômica e a transição para fontes limpas pode ganhar novo impulso.

E você, qual a sua opinião sobre a participação brasileira na definição de uso de terras raras e de como isso pode impactar a economia da região? Compartilhe nos comentários e participe do debate.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Trabalho infantil é tema de debate na Alba com participação da Sesab e apresentação de orientações inéditas da Bahia

Resumo: a Assembleia Legislativa da Bahia recebe, nesta semana, uma Audiência Pública para discutir medidas estruturais no enfrentamento do trabalho infantil e a...

BYD obtém autorização para usar benefícios fiscais federais na produção do Atto 2 DM-I em Camaçari

Resumo: A BYD recebe autorização oficial para usar os incentivos do Regime Automotivo para o Desenvolvimento Regional na produção e venda do Atto...

Inema escolhe empresa para operar bicicletário no Parque de Pituaçu; quatro espaços ficam sem interessados

O Parque Metropolitano de Pituaçu, em Salvador, contará novamente com uma empresa responsável pelo bicicletário, conforme publicado no Diário Oficial pelo Inema. A...