A 12ª edição da Operação Safra encerrou atividades no Cerrado baiano, com ações em 11 municípios da região Oeste da Bahia. Promovida pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), com apoio do Governo do Estado e coordenação da SSP-BA, a operação ocorreu de 1º de outubro de 2025 a 31 de março de 2026. O balanço mostra mais de 15 mil abordagens, cerca de 3,6 mil veículos de quatro rodas (com um automóvel apreendido) e 2,3 mil veículos de duas rodas (quatro apreendidos), além de 8,7 mil visitas a propriedades rurais.
O balanço parcial aponta ainda ações de fiscalização que resultaram na prisão de uma pessoa, o encaminhamento de duas à delegacia e a apreensão de oito armas de fogo. Houve prisões em flagrante, além da apreensão de drogas e armamentos, demonstrando atuação integrada entre polícia e produtores rurais para manter a segurança no campo.
Operação Safra Tech ganhou novos recursos tecnológicos nesta edición, incluindo comunicações via satélite e a instalação de equipamentos Starlink em viaturas usadas nas ações em áreas remotas. O monitoramento por câmeras em pontos estratégicos passou a integrar as atividades, ampliando o controle territorial e a velocidade de resposta das equipes.
A diretora executiva da Aiba, Lizane Ferreira, ressaltou a força da parceria entre produtores rurais e as forças de segurança, citando estudos para ampliar o período da operação em futuras edições. A ampliação de recursos e o aprendizado com edições anteriores sustentam a proposta de continuidade das ações.
Os municípios contemplados foram Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Baianópolis, Cocos, Correntina, Formosa do Rio Preto, Jaborandi, Riachão das Neves, Santa Maria da Vitória e Santa Rita de Cássia. A região se destaca pela produção de soja, algodão e milho, com apoio da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) no controle fitossanitário e na fiscalização do transporte de fertilizantes e defensivos agrícolas.
Com ações reforçadas e tecnologia a serviço da segurança, a Safra 2025/26 fortalece a presença do estado no campo e aproxima autoridades, produtores e moradores da região. E você, o que acha dessas estratégias para a segurança no entorno das lavouras da Bahia? compartilhe sua opinião nos comentários e contribua com a discussão.
