Resumo: o Hezbollah rejeita o cessar-fogo condicionado apresentado entre Líbano e Israel e exige um cessar-fogo global com a retirada de Israel do Líbano, conforme mensagem do líder Naim Qasem veiculada pelo canal Al-Manar. Em Washington, enviados concordaram com um cessar-fogo condicionado que suspendia ataques do Hezbollah e previa a retirada de seus membros da região sul do rio Litani, a cerca de 30 km da fronteira.
Para o líder do Hezbollah, a retirada significaria “rendição e derrota”. Um alto funcionário da organização, que pediu anonimato, confirmou à AFP a rejeição do grupo ao cessar-fogo; a decisão foi comunicada ao presidente do Parlamento, Nabih Berri, aliado do movimento. O Líbano vive tensões enquanto o governo discute eventuais passos para reduzir o conflito.
O presidente libanês, Joseph Aoun, aguardava a resposta do Hezbollah ao acordo anterior, descrito como uma última chance para um cessar-fogo abrangente. O primeiro-ministro Nawaf Salam anunciou que o exército começaria a se mobilizar em zonas-piloto no sul, um passo considerado “tangível”, embora a população permaneça cética.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, avisou que as forças israelenses manterão ataques e operações terrestres por ora. As forças de Israel mantêm “liberdade de ação, com apoio americano”, para responder ao bombardeio de comunidades e território israelense, incluindo ações em Beirute. A evacuação da área ao sul do rio Zahrani, cerca de 40 km ao norte da fronteira, foi ordenada novamente, enquanto as tropas continuam atingindo infraestrutura do Hezbollah.
A agência estatal libanesa NNA informou ataques de drones israelenses em várias cidades do sul e leste do país. A Unifil, missão da ONU no Líbano, confirmou a morte de um soldado sérvio e dois feridos após um bombardeio na base de paz, no sul do Líbano. A situação na linha de confronto afeta as negociações entre EUA e Irã, que tentam mediar o fim do conflito.
Contexto regional: o presidente dos EUA, Donald Trump, segue otimista, mas os ataques continuam e as negociações estagnam. A Guarda Revolucionária iraniana pediu a retirada do exército israelense do Líbano, reforçando o apoio à resistência local. Enquanto isso, o Senado americano discutia medidas para encerrar a guerra, em meio a avaliações sobre o papel de cada frente de combate.
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