Saiba qual a relação do símbolo no muro de advogado fake com o PCC. Veja vídeo

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A operação Causa Ganha, conduzida pela Polícia Civil, desmontou um golpe em que criminosos se faziam passar por advogados para cobrar taxas processuais inexistentes. Ao todo, oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos entre São Paulo e Ceará, com apreensão de dinheiro, celulares, computadores e outros equipamentos usados nas fraudes. Os investigadores apontam antecedentes dos suspeitos por drogas e roubo, além de movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada. As autoridades estimam que as penas podem superar 20 anos de prisão.

Durante as ações, foi identificado um símbolo ligado à facção Primeiro Comando da Capital (PCC), encontrado na residência de um investigado e em muros próximos. O Yin Yang e o código 1533 aparecem entre os sinais usados pela organização. Especialistas mencionam que esse uso tem diminuído nos últimos anos, sobretudo no Distrito Federal, por receio de identificação e prisão.

A operação cumpriu seis mandados em Santos e São Vicente, em São Paulo, e dois em Fortaleza, no Ceará. Em meio às diligências, os agentes apreenderam dinheiro em espécie, celulares, computadores e outros dispositivos que comprovam a atuação do grupo nas fraudes.

Os investigadores apuram que o esquema se sustentava por meio de mensagens, com os criminosos se passando por advogados ou representantes legais das vítimas. Eles informavam a suposta liberação de valores judiciais e cobravam taxas processuais falsas antes de receberem os pagamentos.

Segundo o delegado Dário Freitas, as investigações indicam esse perfil de atuação e o objetivo de enganar as pessoas com falsas promessas de liberação de valores. Além disso, houve identificação de movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada, bem como uso de contas de terceiros para ocultar o dinheiro obtido de forma ilícita. Em São Vicente, um suspeito foi preso em flagrante por porte de drogas durante o cumprimento dos mandados. Um vídeo da operação também foi produzido para registrar o andamento das diligências.

Os investigados responderão por estelionato eletrônico, falsa identidade, lavagem de dinheiro e associação criminosa, com penas que podem somar mais de duas décadas de prisão. A Polícia Civil do Distrito Federal, em parceria com as corregedorias de São Paulo e Ceará, segue analisando o material apreendido para identificar outros membros e possíveis novas vítimas do esquema. E você, já se deparou com contatos parecidos ou golpes desse tipo? Deixe seu comentário com experiências ou perguntas para ajudar a entender e prevenir esses golpes na região.

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