Formigão e Gleisinho: clube de Porto Feliz revelou “estranhos” da Seleção

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Formação que vai além do campo: Ederson e Bremer do Desportivo Brasil ganham espaço na Copa


Resumo: Do interior de São Paulo, Ederson e Bremer (Gleisinho) despontam da base do Desportivo Brasil, em Porto Feliz, para vestir a amarelinha na Copa do Mundo, levando a trajetória de desenvolvimento de talentos do clube-empresa ao palco internacional.

O Desportivo Brasil, conhecido como Dragão Chinês, é um clube-empresa ligado ao Shandong Taishan, da China. O objetivo não é montar “super times” ou acelerar conquistas, mas lapidar jovens para o mercado global, com foco no amadurecimento esportivo e humano.

Ederson chegou ao DB aos 14 anos, em 2013, para o sub-15. O volante se destacava por jogar quase como meia, com atuação constante na área adversária e gols marcados, o que gerou o apelido de seus companheiros.

“Ele sempre foi esse volante mais meia, né? Um volante que atacava mais, tanto é que ele fazia muitos gols na categoria de base, ele sempre estava mais avançado. Era bastante brincalhão com os colegas, divertido. E com a parte dos adultos era mais sério, respeitador”, lembra o fisioterapeuta.

Hoje ele figura na Atalanta, da Itália, e vive a sua segunda Copa do Mundo pela Seleção.

Bremer ingressou no DB em 2014, na categoria sub-17, sob o apelido de “Gleisinho”. Em Saudade, Santa Catarina, ele já atuava como zagueiro titular e se firmou na posição naquela competição.

“Ele chegou e já viajou para uma competição de começo de ano pela categoria sub-17. Ele já chegou jogando esse torneio como zagueiro titular e ali ele se firmou, não era um atleta de frequentar fisioterapia, não teve lesões graves. Um atleta também focado, que já tinha o potencial vitorioso, com perspectiva de crescimento no clube”, conta Maldonado.

Hoje Bremer é jogador da Juventus, da Itália, e também integra a segunda Copa do Mundo pela Seleção.

Clube formador

Conhecido como Dragão Chinês, o Desportivo Brasil é um clube-empresa que pertence ao Shandong Taishan, da China. A instituição se destaca por priorizar a formação de talentos para o mercado da bola, em vez de buscar apenas vitórias rápidas ou “super times”.

Maldonado explica que o DB vive para formar e que o verdadeiro combustível é o desenvolvimento do jogador, com suporte social constante e acompanhamento próximo. Além dos nomes citados, outros talentos como Diego Carlos (Aston Villa), Gustavo Scarpa (Atlético Mineiro e ex-Palmeiras), Kevin (Fulham e ex-Palmeiras) e Rodrigo Muniz (Fulham e ex-Flamengo) passaram pela base de Porto Feliz. Desde 2020, o Desportivo já faturou mais de R$ 120 milhões com vendas de jogadores.

Para o fisioterapeuta, a grande marca do DB é permitir que o atleta amadureça não apenas como jogador, mas como pessoa. Embora muitos deixem o clube já formados para atuar em grandes ligas, Maldonado celebra o brilho dos formados ao serem absorvidos por grandes clubes e pela própria Seleção.

E você, o que acha sobre a formação de craques no Brasil via clubes de base? Deixe sua opinião nos comentários e participe do debate sobre o caminho das promessas nacionais.


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