Clima de tensão marcou a Libertadores em Medellín nesta quinta-feira: o jogo entre Independiente Medellín e Flamengo foi cancelado após invasões, arremessos de objetos e sinalizadores no Estádio Atanasio Girardot, diante de uma multidão hostil à partida.
A manifestação, liderada pela torcida conhecida como Resistência Norte, critica o ex-presidente Raúl Giraldo, sócio majoritário da SAF que controla o clube. Após a eliminação na liga colombiana, Giraldo fez gestos considerados depreciativos e, embora tenha renunciado à presidência, manteve o comando da SAF, o que gerou ainda mais indignação entre os torcedores, que pedem a saída dele de todas as funções.
Com poucos minutos de bola rolando, as equipes foram aos vestiários. Depois de 35 minutos de paralisação, a Conmebol anunciou a suspensão. Ao longo de 90 minutos de espera, o protesto se intensificou, levando ao cancelamento definitivo. A diretiva informou que o Flamengo seria considerado vencedor e que o caso será encaminhado ao Tribunal de Justiça. O Medellín terminou a temporada em 11º lugar e não disputará competições sul-americanas em 2027.
No vestiário, os jogadores tranquilizaram familiares e torcedores. O meia Jorginho, em suas redes, mostrou o ambiente entre os atletas ao lado de Everton Cebolinha, Ayrton Lucas, e outros companheiros, afirmando: “Estamos bem e aguardando”.
O episódio coloca em evidência questões de segurança, governança de clubes e o papel de lideranças dentro de clubes da região. O desenrolar do caso, com a decisão judicial ainda por vir, deve repercutir sobre o formato de confrontos e a gestão de SAFs no futebol sul-americano. E você, o que acha sobre as decisões tomadas e o que isso revela sobre a vida do futebol na cidade? Deixe sua opinião nos comentários.
