Uma tesoura, símbolo de austeridade, ganhou destaque na mesa da diretoria do Palácio Buriti. O secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino de Oliveira, que assumiu em abril de 2026, anuncia medidas para enfrentar um déficit de 1,9 bilhão de reais e colocar os gastos sob controle já neste ano.
Logo após tomar posse, Oliveira deixou claro que a gestão não irá tolerar desperdícios: pode cortar até 25% dos contratos existentes e suspender autorizações de pagamentos sem recursos em caixa. A medida busca evitar novas falhas de caixa e manter serviços essenciais em funcionamento.
O decreto mais recente, publicado em 7 de maio, centraliza a reprogramação orçamentária e financeira para 2026 na Secretaria de Economia e interrompe o limite mensal de empenho por pasta. A secretaria identificou mais de 100 órgãos com autorização para efetuar pagamentos sem ter dinheiro disponível.
Na prática, a nova norma exige que os gestores só paguem contas após comprovar que há receita suficiente, disponibilidade financeira do Tesouro e conformidade com as metas fiscais vigentes. Valdivino de Oliveira será o responsável por analisar todos os pedidos de liberação de recursos dos órgãos do GDF, exigindo justificativa técnica e demonstração de que a despesa é indispensável e não pode ser adiada sem prejuízo ao interesse público.
A avaliação de pedidos de descontos ou desenquadramentos deverá observar quatro critérios: essencialidade da despesa, risco de descontinuidade de serviços públicos, aderência às metas fiscais e disponibilidade financeira real. Essas regras visam evitar gastos que comprometam o equilíbrio fiscal da região e manter a qualidade dos serviços para a população.
Galeria de imagens: o conjunto de fotos que acompanha a reportagem mostra o ambiente institucional e o momento em que as medidas são apresentadas. Abaixo, uma galeria responsiva em formato de grid com lightbox para visualização ampliada.



Resumo: diante do déficit de 1,9 bilhão, o governo do Distrito Federal avança com medidas de austeridade que envolvem cortes de contratos, suspensão de pagamentos sem disponibilidade financeira e um controle mais rigoroso sobre cada despesa. A expectativa é manter serviços públicos e cumprir as metas fiscais de 2026, fortalecendo a gestão financeira da cidade.
Convido você, morador, a deixar sua opinião sobre as novas regras de gasto público. Como essas medidas afetam a vida na cidade e a qualidade dos serviços que você utiliza?
