Silas Malafaia rebate Helena Raquel sobre acusações de abuso em igrejas evangélicas

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O pastor Silas Malafaia rebateu acusações associadas às declarações da pastora Helena Raquel, feitas no Gideões Missionários da Última Hora, sobre silenciar vítimas de violência no ambiente eclesiástico. Em defesa das igrejas, Malafaia afirma que não há proteção a agressores e ressalta o papel da igreja evangélica na transformação de vidas, com testemunhos de homens que deixaram a violência e passaram a cuidar da família.

Ainda sem citar Helena Raquel nominalmente, Malafaia classificou as críticas como acusações genéricas e afirmou que não concorda com a ideia de que as igrejas protegem agressores ou abusadores. O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) enfatizou a responsabilidade legal e destacou a importância de ações firmes contra crimes envolvendo violência.

Para reforçar sua defesa, Malafaia divulgou um trecho de uma reunião ocorrida em 9 de março de 2026, na qual, segundo ele, mais de mil obreiros teriam sido instruídos sobre como agir em casos de pedofilia e violência contra mulheres dentro da igreja. O material foi apresentado como contraponto às críticas que circulam nas redes sociais. “Senhores pastores, há um olho grande na igreja. Não brinquem com negócio de pedofilia, de violência contra a mulher”, afirmou, acrescentando a necessidade de denúncias imediatas às autoridades competentes.

O pastor também argumentou que crimes como abuso sexual e violência contra mulheres são fenômenos sociais que aparecem em todos os setores da sociedade, e não apenas no âmbito religioso. Ele rejeitou a ideia de que igrejas seriam cenários de ocultação de crimes e afirmou que há quem tente criar um preconceito contra as igrejas evangélicas e seus líderes.

A polêmica ocorre junto ao debate sobre autoridade pastoral, violência doméstica e o papel social da igreja, ampliado pela divulgação de dados do estudo “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”. A pesquisa aponta que 42,7% das mulheres evangélicas já sofreram violência doméstica ao longo da vida e 38,7% nos 12 meses anteriores à pesquisa. O tema continua rendendo comentários e reflexões na cidade, entre fiéis, influenciadores cristãos e diferentes denominações.

E você, qual a sua leitura sobre o papel das lideranças religiosas no enfrentamento da violência e no acolhimento de vítimas? Deixe sua opinião nos comentários abaixo e participe deste debate relevante para a região.

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