Resumo: Trabalhadores terceirizados de 11 empresas atuantes no Polo Industrial de Camaçari pararam as atividades nesta sexta-feira, exigindo reajuste de 12% e uma cesta básica de R$ 650. A proposta patronal de 3,5% ficou aquém da inflação local, estimada em 3,77%, levando a paralisações que acompanham o ritmo de expansão do polo.
Segundo Bira, presidente do SINDTICCC, a mobilização foi aprovada depois que a contraproposta do patronato se distanciou da pauta da categoria, que atua em construção civil, montagem e manutenção industrial.
A pauta passa por reajuste de 12% e cesta básica de R$ 650, enquanto o patronato ofereceu 3,5%, sem contemplar a cesta. A inflação acumulada, apontada pela categoria, chega a 3,77% no período.
Entre as empresas envolvidas estão Falcão Engenharia, Engenova, Diase, Open Build, Valtec, Cepeng, Monsertec, Priner, Reflamax, RIP e NPE. O movimento ocorre num momento de expansão do polo, que eleva a demanda por trabalhadores terceirizados.
Não é a primeira vez que o sindicato expressa insatisfação com o patronato do Polo. No fim de 2025, operários da mesma categoria decretaram greve por condições de trabalho melhores. De acordo com relatos, policiais utilizaram bombas de gás lacrimogêneo para conter as manifestações.
O SINDTICCC mantém a mobilização enquanto a patronal não aceitar um valor considerado digno para os trabalhadores. Até o momento, as empresas não se posicionaram sobre o impasse.
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