Morte de capoeirista: prisão revela trama, dívida, traição e emboscada

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A Polícia Civil do Distrito Federal avança em um caso chocante: o assassinato do capoeirista Agnel Tavares Feliciano, conhecido como Mestre Neném, em 12 de janeiro de 2026, na região da Cidade Estrutural. A investigação aponta para dívidas antigas, uma relação tensa entre a vítima e o ex-suspeito e a possibilidade de uma emboscada premeditada.

A operação realizada no sábado (9/5) cumpriu mandados de busca e prisão contra Cristiano Gomes da Silva, ex-líder religioso já condenado por crimes de violência sexual mediante fraude. A ação ocorreu durante uma celebração religiosa em Brazlândia, DF, segundo a Polícia Civil do DF (PCDF).

A linha central da apuração envolve uma dívida estimada em 400 mil reais entre a vítima e o suspeito, proveniente de atividades como agiotagem e jogo do bicho. Havia um acordo para quitar parte da dívida com 200 mil reais em espécie, em encontro marcado para a manhã de 12 de janeiro, data do homicídio.

Os peritos apontam indícios de violência prévia: vestígios de sangue na traqueia indicam que a morte ocorreu antes do incêndio, usado para ocultar vestígios. O corpo de Mestre Neném foi encontrado dentro de um Jeep Renegade carbonizado, abandonado em área rural isolada. A perícia também identificou hidrocarbonetos no local, sugerindo fogo proposital para destruir evidências.

Outras evidências incluem interseções entre sinais de celulares da vítima e do investigado na região de Vicente Pires, além de relatos de que os dois mantinham uma relação próxima nas redes sociais. Testemunhas dizem que Agnel estava angustiado pela dívida nos dias que antecederam o crime, o que alimenta a hipótese de uma emboscada cuidadosamente planejada, com possível participação de terceiros.

Cristiano Gomes da Silva já havia sido condenado em 2023 a oito anos de prisão por violência sexual mediante fraude, envolvendo pelo menos três mulheres. O réu, que afirmou inocência na época, é alvo de novas investigações que sugerem que o assassinato pode estar ligado a disputas financeiras em atividades ilícitas e não ter sido um ato isolado.

A Polícia Civil do DF continua reunindo provas para esclarecer a dinâmica do crime e confirmar a participação do suspeito, sem descartar a atuação de outras pessoas. O caso segue sob forte monitoramento pela força policial.

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