Ciro Nogueira troca triplex por mansão projetada por arquiteto renomado

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Resumo: a Polícia Federal investiga o senador Ciro Nogueira por possível participação em esquema ligado ao Banco Master. A apuração aponta uma troca de ativos entre o senador e um empresário próximo: a mansão de 878 m² no Jardim Europa seria trocada por um triplex na Oscar Freire, avaliado em cerca de R$ 30 milhões, em negociação que envolve outras operações financeiras.

A mansão, ainda em construção, tem design modernista assinado pelo arquiteto Arthur Casas e será erguida pelo empresário Antônio Rocha Neto. O projeto contempla quatro andares, quatro quartos com suíte master, piscina, jardim de inverno, bar e sala de festas com espaço para DJ. Lorena Furtado, companheira de Ciro, participou de reuniões e acompanhou a obra de perto, além de buscar móveis para a futura residência.

O triplex oferecido na troca foi adquirido por R$ 22 milhões em julho de 2024, poucos meses após Ciro se tornar sócio de Daniel Vorcaro. O apartamento fica no mesmo edifício da Oscar Freire e, segundo a apuração, houve a possibilidade de trocar por outro imóvel do prédio, mas o acordo acabou envolvendo o triplex. O valor total estimado, quando ficar pronto, seria de cerca de R$ 30 milhões.

A negociação ocorreu numa época em que Ciro já mantinha ligação com Vorcaro. Em termos contratuais, o triplex estaria ligado a uma outra transação envolvendo a entrega de um apartamento no mesmo prédio, avaliado em R$ 8 milhões, com o restante pago em dinheiro. A construção teve início em janeiro de 2023 e a previsão era de finalização no início do segundo semestre deste ano, segundo apurações da imprensa.

Segundo as investigações, o triplex teria sido adquirido 26 dias após a formalização de uma emenda conhecida como Master, apontada pela PF como elo entre o parlamentar e o banco envolvido no escândalo. Trechos de mensagens revelam que o banqueiro Daniel Vorcaro sugeria ajustes financeiros, com o senador recebendo suposta mesada de até R$ 500 mil mensais, conforme apuração da Polícia Federal e do Coaf.

Ciro Nogueira rebate as acusações, afirmando que está sendo alvo de perseguição política e que pretende manchar sua reputação em período eleitoral. Em rede social, ele citou eleições de 2018 para defender que injustiças semelhantes já ocorreram, sem detalhar novas provas ou datas específicas. A defesa sustenta que as operações de compra e troca ocorreram antes de vínculos com Vorcaro.

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