Moradores relatam vida nova no Edifício JK após saída de síndica que ficou 42 anos

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Belo Horizonte está de olho no Edifício JK, o maior prédio da cidade, que ganha fôlego após o lançamento do podcast A Síndica. A série traça a trajetória de Maria das Graças, que comandou o condomínio por 42 anos, entre acusações, disputas e decisões polêmicas. Moradores relatam uma mudança de clima no prédio, com menos tensões e mais convivência.

O podcast, do jornalista Chico Felitti, revela bastidores marcados por controvérsias. Entre as passagens, mais de 60 interpelações contra a única mulher que tentou concorrer ao síndico, e a exigência de que candidatos depositassem uma garantia de 4 milhões de reais. Maria das Graças ficou conhecida por medidas duras, como a proibição de cães no piso e o pagamento do condomínio em dinheiro vivo. A ex-síndica faleceu aos 78 anos em 13 de março deste ano, em hospital da cidade.

Com a saída por saúde, Caio Romulo Delgado de Lima, irmão da síndica, assumiu o posto, mas renunciou após críticas de moradores que diziam que ele quase não aparecia no prédio. Manoel Gonçalves de Freitas Neto, gerente há 20 anos, ficou responsável pela gestão e uma assembleia extraordinária, em setembro, oficializou o novo comando.

Atualmente, Manoel é síndico, ao lado de Flávia Lima, filha da ex-síndica, na função de subsíndica. Caio voltou a atuar como gerente-geral. Moradores relatam melhorias práticas: elevadores funcionando, áreas antes restritas reabertas e a iluminação ampliando a circulação de pessoas. “Agora as pessoas convivem”, diz Otávio Menezes, 40 anos, morador que acompanha o processo.

Leidi Salvina, designer que cuida da administração digital do condomínio, confirma que o medo diminuiu. Ela comenta que a portaria e o setor administrativo passaram a operar de forma mais simples e acessível. A morte de Maria, inclusive, gerou menos repercussão entre quem vive no JK. Julieta Sueldo, que enfrentou mais de 60 interpelações ao disputar a vaga, afirma que as mudanças são reais e respeitam as informações apresentadas pelo podcast.

A repercussão corre pelas ruas da cidade: Julieta vê no caso do JK um reflexo de problemas maiores da legislação condominial brasileira, onde a ata de assembleia pode parecer soberana. A experiência do JK é usada por moradores para discutir governança, fiscalização e os limites de poder dentro de condomínios.

E você, o que pensa sobre a forma como conflitos de condomínio são expostos e resolvidos? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre convivência, governança e transparência na sua região.

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