Resumo: deputados trabalham em uma lei que pode ajudar bancos durante a crise de liquidez do Master. A proposta autoriza estudantes a usar recursos do Pé-de-Meia em aplicações com lastro do FGC, já movimentando mais de R$ 17 bilhões. O projeto, apresentado por Maurício Carvalho, ocorreu quatro meses antes da liquidação do Master, e o parlamentar nega relação direta com o banco. A tramitação ganhou impulso após solicitação da consultoria legislativa em 10 de fevereiro de 2025, com protocolo em 24 de junho de 2025.
Pé-de-Meia com FGC: o programa criado pelo governo Lula busca incentivar a conclusão do ensino médio de jovens de baixa renda. Hoje, os recursos podem ir para Tesouro Direto e poupança; a proposta inclui títulos privados garantidos pelo FGC. O objetivo é oferecer educação financeira prática, com orientação, sem expor os recursos a riscos indevidos. O relator na Comissão de Educação, Capitão Alberto Neto, diz que a medida pode ampliar opções de investimento mais rentáveis do que a poupança, mantendo a segurança. Ele adiantou que, após a liquidação do Master, o texto pode ser revisado.
Conexões amazonenses: o relator pode se candidatar ao Senado pelo Amazonas. Entre os nomes em pauta está Alessandro Bronze, ligado ao governador Wilson Lima, que atua como ponte entre Lima e o União Brasil. Bronze é visto como elo entre diferentes espaços políticos e recebeu 6,4 milhões do Master por meio do escritório de advocacia vinculado ao partido. O Instituto de Previdência do Amazonas, o Amazonprev, é alvo da Polícia Federal por um aporte de 390 milhões ao Master. Na época, o órgão era chefiado por Ary Renato Vasconcelos de Sousa, que já trabalhou para campanhas do União Brasil; hoje é comandado por Evilázio Nascimento, irmão de Alfredo Nascimento (PL-AM).
O projeto segue trilhando nas demais comissões e pode receber aperfeiçoamentos. A ideia de incluir mecanismos de proteção mais rígidos busca evitar que recursos de estudantes fiquem expostos a riscos incompatíveis com a finalidade social do Pé-de-Meia. Também circulam propostas para elevar o limite de proteção do FGC de 250 mil para 1 milhão, além de medidas que restringem a participação de instituições com liquidez comprometida, priorizando produtos simples e de baixo risco.
E você, qual é a sua leitura sobre a criação de mecanismos para investir recursos de estudantes com lastro do FGC? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe do debate sobre educação financeira, proteção de recursos e o futuro dos jovens da sua cidade.
