Quebra de confiança: empresa do DF processa Naskar por sumiço de sócios

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O Grupo Nexco, distribuidor da fintech Naskar no Distrito Federal, moveu uma ação judicial para proteger clientes e exigir explicações após o sumiço de sócios e atrasos nos pagamentos. A Naskar não atende investidores há dias e o aplicativo da fintech permanece indisponível.

Segundo o Metrópoles, a operação soma mais de 900 milhões de reais desviados de cerca de 3 mil clientes em todo o país, em meio a falhas de pagamento que já duram dias.

“O problema deixou de ser apenas um atraso e se transformou em uma crise de confiança e de informação”, afirma o Grupo Nexco.

A Nexco estima que cerca de 1.250 pessoas, entre investidores e colaboradores, foram afetadas. O prejuízo apontado chega a 288 milhões de reais.

A falta de transparência dos três sócios, segundo a distribuidora, ajudou a transformar o atraso em uma crise de confiança entre clientes e parceiros.

Entenda o caso: A Naskar Gestão de Ativos já teve sede no DF, mudou para São Paulo e é apresentada como fintech que atrai recursos com retorno de 2% ao mês, bem acima do mercado. Por exemplo, quem investisse R$ 1 mil seria remunerado com R$ 20 mil por mês, com a empresa cuidando do patrimônio.

A fintech atuou por 13 anos sem registrar problemas, até que, no início da última semana, o pagamento mensal não foi realizado e investidores passaram a buscar respostas sem sucesso.

Em nota publicada na sexta-feira (8/5), a Naskar informou ter identificado inconsistências na base de dados e prometeu normalizar a operação o mais rápido possível, com auditoria interna.

A empresa detinha informações de quase 1 bilhão de reais em recursos de cerca de 3 mil clientes. Os três sócios são Marcelo Liranco Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato, o ex-jogador Maurício Jahu.

O Reclame Aqui registra diversas queixas de clientes sem acesso ao aplicativo, rendimentos pendentes e dificuldade para resgatar valores.

Wesley Albuquerque, empresário de Brasília, afirma ter apresentado a Naskar a clientes, recrutando 135 pessoas e somando investimentos de cerca de 47 milhões de reais. Ele relata que confiou tanto na empresa que recomendou a participação da mãe, que também investiu; hoje, a família perde a reserva financeira e a aposentadoria.

A Polícia Civil do DF investiga o caso e apura as denúncias de perdas entre moradores da região.

E você, o que acha de casos assim envolvendo fintechs e promessas de renda alta? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como casos desse tipo afetam sua confiança no mercado financeiro.

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