Cabelos de fogo, dinheiro e armas: a vida explosiva da “Ruiva do Job” presa no DF

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Resumo: a Operação Eiron desarticulou uma célula criminosa no Distrito Federal, ligada ao tráfico de drogas e à cooptação social. Entre os alvos, destaca-se Kethlen Eduarda Hermisofe de Souza, conhecida como a “Ruiva do Job”. Ao todo, foram cumpridos 39 mandados e 14 pessoas presas, após a mobilização de cerca de 200 policiais em Samambaia Norte.

A investigação aponta para uma vida dupla da suspeita: enquanto recebia programas sexuais, ela atuava ativamente no tráfico e na organização criminosa. A polícia verificou que ela mantinha perfis em plataformas de conteúdo adulto para vender fotos e vídeos, mas sem ligação com prostituição ou tráfico. Hoje, ela permanece em prisão preventiva, integrada ao grupo de 14 detidos da megaoperação que abalou as estruturas do crime organizado na região.

A ação, deflagrada na madrugada da última quarta-feira (6/5), reuniu 200 policiais para desmantelar a célula que importou estratégias das facções do Rio de Janeiro. O grupo não se limitava à venda de entorpecentes; buscava o domínio territorial por meio da cooptação social, ampliando seu controle sobre regiões de ocupação no DF.

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Filantropia do crime: segundo o perfil do TCP, os criminosos financiavam festas comunitárias e distribuíam cestas básicas, bolos e brinquedos em datas como Dia das Mães e Dia das Crianças. A tática visava comprar o silêncio da vizinhança e frear denúncias contra o tráfico, consolidando uma rede de proteção local.

Entre os indicativos, a investigação aponta pichações com a Estrela de Davi em muros de Samambaia, associadas ao líder Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como “Peixão”, figura de destaque do TCP no Rio de Janeiro. A adoção da insignia na capital federal marcava alinhamento ideológico e a tentativa de reproduzir o modelo de controle local empregado no estado fluminense.

O grupo operava um “tráfico moderno” com cardápios virtuais e aplicativos de mensagens, oferecendo drogas como crack e cocaína, além de variedades refinadas como skunk, dry e ice. As entregas eram feitas por delivery, com entorpecentes ocultos em embalagens de fast-food para escapar da fiscalização.

Tribunal do crime: a Polícia Civil identificou a prática de punições a desertores ou traidores dentro da organização, um sinal claro de controle interno. Um suspeito chegou a ser encontrado morto no Lago Paranoá em fevereiro de 2026, em meio a investigações que seguem em andamento. Ao todo, 39 mandados foram cumpridos e os envolvidos respondem por tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com potencial de mais de 35 anos de reclusão.

O caso suscita um debate sobre a atuação de facções no Distrito Federal e o impacto de práticas criminosas que se apresentam como apoio social para comunidades locais, dificultando denúncias e reforçando a presença do crime organizado na cidade. Como você vê essa situação na sua localidade? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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