Rubinho Nunes toma soco na cara durante protesto de estudantes em SP. Veja vídeo

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Um episódio marcante no centro de São Paulo envolveu o vereador Rubinho Nunes (União), que levou um soco durante um protesto de estudantes nesta segunda-feira (11/5). Nunes foi hospitalizado com fratura no nariz, após se dirigir ao local para dialogar com alunos das universidades estaduais. O clima acirrou-se na região da República, onde a mobilização questionava reajustes do PAPFE, o programa de apoio à permanência e formação estudantil, utilizado para financiar a vida acadêmica de diversos jovens da cidade.

A Polícia Militar informou que cerca de 60 estudantes se reuniram em frente à Secretaria da Educação e seguiram em direção à Reitoria da Unesp, onde seria realizada uma reunião de reitores. O evento acabou cancelado antes de qualquer ato, e a manifestação acabou sendo interrompida após uma suposta briga envolvendo os dois vereadores. Um vídeo do momento circulou nas redes, gerando diferentes versões sobre o ocorrido.

Entre os atores do debate, Adrilles foi alvo de críticas públicas por publicar vídeos que, segundo ele, apontavam violações por parte de manifestantes. Em resposta, Nunes publicou que teria sido cercado por uma “multidão de estudantes manifestantes” que tentou empurrá-lo e agredi-lo, o que teria motivado a presença policial e a intervenção no local.

A infraestrutura policial também entrou na cena: a SSP afirmou que houve uma briga generalizada e que a confusão foi contida pela PM, sem confirmação de feridos. Já os estudantes contaram com uso de gases de pimenta e de efeito lacrimogêneo para dispersar os envolvidos, divergindo da versão oficial. Em nota, a SSP disse não ter informações sobre feridos e manteve que a manifestação transcorreu de forma pacífica, enquanto a reportagem busca novas declarações dos organizadores.

A greve estudantil tem como eixo a cobrança por reajuste do PAPFE. Hoje, o benefício é de R$ 885 por mês para alunos que não residem na moradia universitária e R$ 330 para os moradores. Os estudantes defendem o aumento para R$ 1.804, equivalente a um salário mínimo paulista. Em 29/4, a reitoria informou que não iria acatar o pedido e encerrou as negociações sobre esse e outros pontos exigidos pelo corpo discente.

Além disso, a madrugada de domingo (10/5) traz outra cena de tensão: a PM atuou para desocupar a reitoria ocupada da USP, em um cenário que ficou marcado por relatos de dezenas de feridos e quatro detenidos, segundo o Diretório Central dos Estudantes. A ação, descrita como uso de “corredor polonês” com cassetetes, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, provocou críticas à forma como a desocupação foi conduzida, com o DCE apontando responsabilização de autoridades da universidade.

Como a cidade observa esse embate entre estudantes e autoridades, a discussão sobre o PAPFE e os caminhos para o diálogo permanece em pauta. Queremos saber: você apoia as propostas de reajuste ou acredita que os recursos devem seguir por outra via? Deixe seu comentário com sua visão sobre o tema e ajude a enriquecer o debate público da nossa localidade.

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