Resumo: bancos e instituições do Sistema Financeiro Nacional já devolveram 14,6 bilhões de reais aos clientes pelo SVR desde 2022. Contudo, o saldo esquecido continua relevante, estimado em quase 10,6 bilhões. Com o Desenrola 2.0, parte desse dinheiro pode financiar renegociação de dívidas. O governo abriu uma última janela de retirada até 31 de dezembro de 2024, e um edital de 30 dias irá regular a contestação da transferência ao FGO.
Segundo o Banco Central, o SVR nasceu com cerca de 8 bilhões de reais a serem resgatados. Em março, já tinham sido devolvidos R$ 14,6 bilhões, mas restavam quase R$ 10,6 bilhões esquecidos. Os dados são monitorados pelo BC e refletem a soma guardada por diferentes tipos de instituições.





A transferência do dinheiro esquecido para o FGO poderá mobilizar de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões do que havia no SVR até 31 de dezembro de 2024. As instituições tinham até essa data para transferir os recursos ao FGO, mas o governo abrirá uma última abertura: será publicado um edital com prazo de 30 dias para contestação da transferência e apresentação de documentos para requerer o dinheiro de volta.
No momento, ainda há uma oportunidade de saque para quem tiver direito. O governo informou que o dinheiro disponível até 31 de dezembro de 2024 poderá ser retirado, com uma nova etapa de consulta a ser publicada em edital. O objetivo é liberar parte dos recursos e, ao mesmo tempo, usar parte dos saldos para reduzir dívidas por meio do Desenrola 2.0, fortalecendo a renegociação de famílias e empresas.
Como consultar e sacar: acesse o Sistema de Valores a Receber (SRV) na data informada na consulta inicial. Faça login no Gov.br (nível prata ou ouro) e aceite o termo de responsabilidade. Verifique o valor, a instituição e a origem do crédito, escolhendo entre as opções de saque por Pix ou via a instituição correspondente, conforme orientações do SRV.
Segundo o BC, cerca de 45,3 milhões de clientes ainda podem acessar valores, com R$ 8,14 bilhões disponíveis e R$ 2,44 bilhões destinados a 5 milhões de empresas. A maior parte dos créditos é de até R$ 10, enquanto valores acima de R$ 1 mil representam uma parcela menor, apontando onde está a principal concentração de recursos esquecidos.
Este movimento mostra como parte antiga do sistema financeiro pode ganhar nova utilidade, ajudando famílias e regiões a superar dívidas com transparência e regras claras. Queremos saber: você já verificou se tem algum valor esquecido? Conte nos comentários se você pretende buscar algum recurso ou participar da renegociação.
