Presidente do IGHB critica secretário de Cultura da Bahia: “arrepio da lei”

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O presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), Joaci Góes, criticou duramente o secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, durante a solenidade dos 132 anos da instituição, em Salvador. Ele lembrou a suspensão, em 2024, dos repasses estaduais ao IGHB, classificando a decisão como uma afronta à cultura baiana. Monteiro rebateu, chamando as acusações de “fake news” do jurista.

Segundo Góes, a suspensão ocorreu após o IGHB convidar o ex-chanceler Ernesto Araújo para debater a Proclamação da República. “Há dois anos e pouco, a memória libertária da Bahia foi gravemente ofendida por uma iniciativa de um secretário de Cultura que resolveu suspender, ao arrepio da lei, o apoio à Casa da Bahia”, afirmou.

O dirigente também ressaltou a vitória judicial do instituto contra o Governo da Bahia no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), que considerou ilegal o corte dos repasses. Góes elogiou a atuação do desembargador Alberto Raimundo Gomes dos Santos, relator do caso.

A crise entre o IGHB e o governo estadual teve início após a Secult-BA retirar o apoio ao evento promovido pelo IGHB em 2023. Em seguida, o instituto deixou de receber cerca de R$ 700 mil mensais do Fundo de Cultura do Estado.

Representando o prefeito Bruno Reis na cerimônia, Fernando Guerreiro, presidente da Fundação Gregório de Mattos, criticou o episódio e afirmou que houve “politicagem” na condução do caso. “O que se fez aqui foi a mais baixa politicagem. Na área de cultura, não se pode agir dessa forma”, declarou.

Em resposta, Bruno Monteiro negou perseguição política, pediu que Góes apresentasse provas das acusações e afirmou que o IGHB apresentou um projeto em edital público do Fundo de Cultura, mas a proposta ficou na suplência após avaliação técnica. Segundo ele, o episódio envolvendo a palestra com Ernesto Araújo ocorreu porque a atividade não constava no plano de trabalho aprovado no convênio.

E você, o que pensa sobre esse embate entre o IGHB e a gestão estadual da cultura? Deixe seu comentário abaixo e participe da discussão sobre o papel da cultura na Bahia.

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