O comércio varejista baiano registrou recuo de 2,2% em março de 2026, ante fevereiro, ficando abaixo do desempenho nacional, que teve alta de 0,5%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE, analisados pela SEI da Bahia.
Especialistas da SEI atribuem o movimento à sazonalidade associada ao Carnaval, que neste ano ocorreu em fevereiro, influenciando março. Além disso, a Região Metropolitana de Salvador registrou inflação de 1,47% em março, com altas em Transportes (4,79%) e em Alimentação e Bebidas (2,26%).
Na comparação anual com março de 2025, o comércio baiano avançou 6,3%, o 12º mês seguido de crescimento, superior à média brasileira de 4,0%. No acumulado do primeiro trimestre, o estado cresceu 4,5%, e, nos últimos 12 meses, houve alta de 3,9%, frente a 1,8% no Brasil.
Os resultados positivos ficaram puxados por hipermercados, produtos alimentícios, combustíveis e lubrificantes e, ainda, por móveis e eletrodomésticos. Por outro lado, o setor de têxteis, vestuário e calçados recuou 5,3%, refletindo o ajuste de famílias para despesas de início de ano, como IPVA, IPTU e materiais escolares.
Os números indicam que a Bahia encerra o primeiro trimestre de 2026 com sinais de recuperação, ainda que o ritmo varie entre setores. E você, tem percebido impactos semelhantes no seu dia a dia de consumo na sua região? compartilhar suas experiências nos comentários.
