Resumo: o dólar caiu 0,45% ante o real, a R$ 4,98, e o Ibovespa subiu 0,72%, para 178,3 mil pontos, em sessão de ajustes após um choque político envolvendo o senador Flávio Bolsonaro. Em seguida, a moeda avançou para R$ 5,00 e o índice recuou, episódio conhecido como “Dia 2 do Flávio”, acionado pela divulgação de uma negociação de R$ 134 milhões para produzir um filme sobre Jair Bolsonaro.
No cenário internacional, investidores acompanharam um encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping. A Casa Branca descreveu o encontro como positivo, citou apoio à passagem do Estreito de Hormuz e não mencionou Taiwan. O petróleo permaneceu estável: Brent em US$ 105,72 e WTI em US$ 101,17 por barril.
Nos Estados Unidos, os dados de varejo de abril mostraram alta de 0,5%, sinalizando demanda ainda firme e indicando espaço para ajustes futuros na política de juros. Esse contexto ajudou a conter temores de deterioração econômica e contribuiu para o tom global de cautela.
Na Europa, as bolsas fecharam em alta: Stoxx 600 subiu 0,69%, DAX avançou 1,32% e FTSE 100 subiu 0,46%; o CAC 40 também registrou ganho. Em Nova York, os principais índices operaram em campo positivo, com S&P 500 +0,75%, Dow Jones +0,73% e Nasdaq +0,88%, refletindo maior apetite por risco diante do cenário externo mais estável.
Análise de Bruno Shahini, da Nomad, aponta que o dólar recuou parte da alta da véspera após o choque político, com melhora moderada do apetite por risco e queda dos rendimentos de Treasuries de longo prazo. O clima externo mais favorável, aliado aos desdobramentos da reunião Trump–Xi, ajudou a moderar o movimento, embora o mercado permaneça atento aos desdobramentos locais que podem impactar a percepção de risco na região.
