Resumo: Flávio Bolsonaro é alvo de uma polêmica após um áudio divulgado em 14 de maio de 2026 revelar que ele teria pedido R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro, com Jim Caviezel no papel principal. A revelação provoca descontentamento entre líderes evangélicos e acende o debate sobre patrocínio privado na política, repercutindo em planos para 2026.
Segundo o áudio, pelo menos R$ 61 milhões já teriam sido repassados, com Flávio buscando mais recursos. A transparência fica em dúvida, especialmente porque Flávio negou anteriormente qualquer contato com Vorcaro.
A controvérsia mobiliza a ala da Aliança, grupo de líderes evangélicos de expressão nacional, que já pondera mudanças de apoio. Entre eles, nomes como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e Estevam Hernandes avaliam o cenário e o futuro da base religiosa.
A discussão sobre a continuidade de Flávio se intensifica com a possibilidade de formar uma chapa com Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) na presidência e Michelle Bolsonaro como vice, mas há impedimentos eleitorais e conflitos familiares que pesam.
O episódio ocorre em momento delicado para o campo conservador, que busca reorganizar a agenda para 2026 enquanto Jair Bolsonaro permanece inelegível. Robson Rodovalho, bispo da Sara Nossa Terra, admite ainda não ter certeza sobre impactos, mas reconhece o relevo político.
O apóstolo César Augusto, da Fonte da Vida, cita versículo sobre o que está oculto vir à tona e sugere a atuação da CPI para esclarecer os fatos. Já o pastor Teo Hayashi, da Zion Church, lembra que patrocínio privado não é ilegal, mas aponta a omissão de Flávio quanto ao vínculo com Vorcaro.
A expectativa é grande, com Malafaia anunciando que falará sobre o assunto nesta sexta-feira, 15. A situação alimenta o debate sobre a influência da religião na política e a necessidade de transparência em patrocínios, especialmente entre moradores da região cristã.
