O ex-líder da Hillsong, Brian Houston, diz que sua conta foi hackeada após uma publicação com conteúdo explícito ter sido compartilhada com mais de 500 mil seguidores. A mensagem, que não era legítima, foi denunciada e removida, segundo o próprio pastor de 72 anos, que pediu paciência à comunidade de fiéis enquanto trabalha para resolver o problema. A publicação permaneceu visível até as 13h (horário de leste dos EUA), quando começou a ser apagada após vários comentários cobrando a retirada.
Segundo relatos, usuários alertaram Houston para a necessidade de excluir o conteúdo, e o autor do post foi finalmente removido às 13h50. Mesmo depois de afirmar que o hack foi contido, o material problemático já havia gerado cobranças entre seguidores sobre a necessidade de apagar do ar o que estava sendo divulgado, conforme citações de mensagens compartilhadas na rede social.
Em um segundo episódio semelhante, ainda em 2024, a conta de Houston na X (antiga Twitter) também foi hackeada após a tentativa de postar conteúdos que geraram críticas. Mais tarde, ele republicou uma declaração de assistentes pedindo que usuários ignorem postagens recentes que parecessem fora do normal, com a equipe trabalhando para identificar a origem da invasão.
No histórico da liderança, Houston deixou o cargo de pastor sênior global da Hillsong em janeiro de 2022, após revelações sobre conduta sexual envolvendo o pai, Frank Houston. Em 2024, ele e a esposa Bobbie lançaram o ministério Jesusfollowers.TV, com a promessa de acolher fiéis, compartilhar experiências e servir como voz de esperança para o Corpo de Cristo, segundo o site oficial.
Antes da saída da Hillsong, Houston afastou-se dos conselhos da igreja em 2021, após acusações criminais ligadas a supostos abusos sexuais praticados por seu pai. Um tribunal australiano considerou inocente Brian das acusações, mas abriu espaço para uma sequência de decisões legais em torno de condutas anteriores. Em fevereiro de 2022, ele também enfrentou condutas em destaque nos EUA, quando foi acusado de dirigir sob influência de álcool e sem duas placas no veículo, resultando em três anos de liberdade condicional, multa de US$ 140 e a exigência de participação em um programa de reabilitação de três meses, além de aconselhamento e reuniões de apoio por um ano.
