Eduardo: Derrite é peça para Flávio implantar método Bukele no Brasil

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Direto de Sorocaba, no interior de São Paulo, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou em vídeo que Guilherme Derrite, pré-candidato ao Senado pelo PL, é peça-chave para levar ao Brasil o que ele chama de o “método Bukele” caso Derrite seja eleito. A referência é à estratégia de combate ao crime associada ao governante de El Salvador, que envolve medidas duras. O lançamento da pré-candidatura de Derrite reuniu aliados, entre eles Flávio Bolsonaro, enquanto o governador de SP, Tarcísio de Freitas, não compareceu, alegando dor de garganta e gripe.

No vídeo exibido durante o evento em Sorocaba, Eduardo elogiou Derrite como uma pessoa humilde e proativa na segurança pública. Disse que o Brasil precisa seguir esse modelo para enfrentar a criminalidade, destacando a experiência de Bukele como referência. A cerimônia também contou com a participação de Flávio Bolsonaro; a plateia aplaudiu a fala. O político que não esteve presente, o governador Tarcísio de Freitas, justificou-se pela saúde e permaneceu no Palácio dos Bandeirantes.

Eduardo afirmou ainda que, se houver aprovação de uma anistia para perseguição política, ele retornaria aos EUA apenas com esse consentimento. O próprio vídeo sugeria que Derrite apoiaria a anistia defendida pela direita no Congresso, abrindo uma linha de entendimento entre os próximos passos do partido e o cenário político.

O saga envolve também o empresário Daniel Vorcaro. A Intercept Brasil aponta que Vorcaro financiou o filme Dark Horse, com recursos intermediados por Entre Investimentos e Havengate Development Fund LP, sob manejo legal do advogado Paulo Calixto. A Polícia Federal investiga se parte desses recursos foi usada para sustentar a permanência de Eduardo nos EUA ou para articular ações políticas com o governo de Donald Trump.

No próprio campo de Derrite, Eduardo foi citado como produtor-executivo do filme Dark Horse, conforme contrato de janeiro de 2024. O relatório indica que a GoUp Entertainment, com base nos EUA, atuaria como produtora, com Eduardo e o deputado Mario Frias como produtores-executivos. Entre as funções estão a gestão de recursos e decisões sobre gastos do filme. Após a divulgação, Eduardo negou ter recebido dinheiro direto da produção, mas reconheceu ter aportado US$ 50 mil para atrair nomes de Hollywood, processo que, segundo ele, foi revertido quando a estrutura mudou para um fundo de investimento.

“Eu menti. Eu podia descumprir uma cláusula contratual? Isso gera multa, isso gera exposição dos investidores”, disse o pré-candidato, em entrevista à GloboNews, nessa quinta-feira (14/5).

Eduardo explicou que o contrato com a produtora foi assinado após o depósito de US$ 50 mil para segurar nomes de Hollywood, mas que, com a mudança para um formato de fundo, ele deixou a função de diretor-executivo e passou a apenas assinar uma cessão de direitos para permitir que um ator o representasse no filme. A justificativa, segundo ele, é preservar a confidencialidade do contrato de confidencialidade que envolve o projeto.

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